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Trânsito

01 de Junho de 2010 às 19:19
Programa Fique de Olho, da TV Assembleia, tira dúvidas sobre faixa de pedestre, área azul e estacionamento público.
Faixa de pedestre, área azul e estacionamento serão os assuntos tratados no próximo Fique de Olho, programa produzido pela TV Assembleia. O quadro, que será apresentado na próxima segunda-feira, 7, terá entrevista com a agente da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Dênnia Assis Pereira Lellis.

Dênnia afirma que estacionar de forma irregular é, em alguns casos, uma infração leve, ou seja, o condutor recebe três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa no valor de R$ 53,21 e medida administrativa de remoção do veículo.

"Existem várias placas de área azul em Goiânia, justamente para que o condutor tenha sempre a chance de estacionar corretamente em ruas e avenidas, já que a área azul proporciona alta rotatividade dos veículos", explica. A área azul é identificada com uma placa informando o horário de obrigatoriedade do cartão.

Área azul

O cartão de uso da área azul pode ser encontrado em estabelecimentos próximos às placas de sinalização positiva ao ato de estacionar e contém informações que o preenchimento é obrigatório.

"No cartão contém o dia, o mês, a placa do veículo e a hora que o veículo estacionou", afirmou a agente. O preenchimento, além de ser à caneta, não pode haver rasura. Caso algum item não tenha sido preenchido ou há rasura, o condutor estará sujeito à autuação com a infração leve, da mesma forma que se não tivesse adquirido o cartão.

O valor do cartão é de R$ 0,90 e tem a duração máxima de duas horas. "As áreas azuis foram criadas para regulamentar e priorizar o estacionamento", enfatizou Dênnia. Todos os comércios que vendem o cartão para a área azul contêm uma placa informando a disponibilidade do produto. Em Goiânia, existem 884 vagas destinadas à área azul. Elas funcionam das 8 horas às 18 horas, de segunda à sexta-feira.

Vaga para idosos

Até o final de julho, a Prefeitura de Goiânia também disponibilizará vagas especiais para idosos. As ruas serão sinalizadas com placas e pinturas no asfalto. O idoso de no mínimo 60 anos deve se cadastrar na Prefeitura ou em lojas autorizadas para garantir seu cartão que é conferido gratuitamente, mediante apresentação de cópia dos documentos pessoais, além de reconhecimento de firma e outros documentos para idosos.

A iniciativa municipal está de acordo com a Lei Federal 10.741, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. A lei obriga que cinco por cento do estacionamento público seja destinado pessoas com mais de 60 anos, entendendo que elas possuem mobilidade reduzida.

"Vaga pública não tem dono"

A agente Dênnia lembra que é proibido ato de pessoas que colocam caixotes e até cones nas ruas, e podem ser advertidas pelos fiscais da AMT. "É expressamente proibido restringir vagas em lugares públicos e obrigar que condutores paguem um valor para estacionarem seus carros", afirma Adênia.

A AMT possui uma repartição chamada Fiscalização de Postura, em que os fiscais advertem as pessoas que possuem a prática de, segundo a agente, "acharem que são donos do local". A Fiscalização de Postura também faz vigilância com os mototaxistas e veículos escolares.

Faixa

Segundo a agente Adênia, a faixa de pedestre também é um grande perigo no trânsito em Goiânia, já que ela não é tão segura na prática quanto garante o Código de Trânsito Brasileiro.

No trânsito da Capital goiana, existem faixas que possuem botoeiras que, quando pressionadas pelo pedestre, avisam os condutores dos veículos por meio do sinal de pedestre o interesse que ele tem em atravessar a rua no momento.

"A faixa com botoeira é eficiente, já que o condutor costuma respeitar mais do que a faixa que não possui o sinal". E mais. "Mesmo assim, o carro que insistir em passar no sinal amarelo e resolve parar em cima da faixa, leva multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira, porque é uma infração considerada média", ressaltou a agente da AMT.

Outra faixa que possui em Goiânia, são aquelas que não possuem botoeiras. Segundo Dênnia, elas infelizmente têm produzido efeito contrário ao objetivo pelo qual foi criada, o de dar segurança ao pedestre.

"A faixa sem botoeira é um perigo, porque os condutores não respeitam a vontade do pedestre em atravessar com o receio de parar e o veículo traseiro colidir com o  que está à frente", afirmou Adênia.

Por outro lado, a agente também explica que o pedestre deve, primeiramente, sinalizar com a mão a sua intenção de atravessar. Depois disso, ele precisa esperar todos os carros pararem e ter a certeza de que é seguro atravessar para o outro lado da calçada.

"Na maioria das vezes, a vantagem é do pedestre, porque ele não é punido. Entretanto, é preciso analisar que, no caso de impacto com o veículo, o pedestre é o que sai mais prejudicado", concluiu.

 

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