Ícone alego digital Ícone alego digital

CPI da Dívida

08 de Junho de 2010 às 11:42
CPI aguarda novas informações da Fipe e do TCE, para definir datas e novas testemunhas a serem convocadas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o endividamento de Goiás entre 1991 e 2009 definiu durante reunião na manhã desta terça-feira, 8, que vai aguardar novas informações dos pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e dos analistas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para definir datas e testemunhas que serão convocadas para oitivas. O presidente Cláudio Meirelles (PR) disse que os novos dados poderão ser divulgados pelos consultores técnicos na reunião do dia 22 de junho.

Os deputados-membros aprovaram requerimento encaminhado pela Fipe, que solicita ao TCE acesso ao balanço geral e às contas do governador durante o período entre 1993 e 1997. A coordenadora dos trabalhos da fundação paulista para a CPI do Endividamento, Ana Paula Paulino da Costa, disse que necessitava do acesso aos dados para dar continuidade à confecção do relatório.

Cláudio Meirelles afirmou que os deputados-membros estão preocupados com a aproximação do encerramento dos trabalhos da CPI e o início efetivo do processo eleitoral. De acordo com ele, será difícil equilibrar as atividades da comissão com o compromissos políticos que vão se avolumar a partir desta quinta-feira, 10, data em que começam as convenções partidárias para definição das candidaturas.

"Muitos deputados são candidatos à reeleição. Há uma preocupação muito grande de não deixar que a CPI seja utilizada como ferramente eleitoreira. Há sempre o risco de todo o trabalho que tem sido realizado, com transparência e isenção, seja utilizado como argumento político. Não queremos que isso ocorra", afirmou Meirelles.

O presidente da CPI disse que, dado o cronograma apertado, não haverá muitas oportunidades para extensas oitivas. De acordo com ele, assim que as informações analisadas pelo TCE e pela Fipe estiverem disponíveis, deverá ser convocado pelo menos o titular da Secretaria da Fazenda, Célio Campos, para prestar esclarecimentos.

"A demanda por convocações dependerá das dúvidas que surgirem dos relatórios produzidos pelo TCE e pela Fipe. Não haverá tempo para ouvir muita gente. A preocupação é ouvir as pessoas certas e sanar todas as dúvidas que porventura surgirem", informou o presidente da CPI.

Dúvidas

O relator Honor Cruvinel (PSDB) afirmou que a convocação de autoridades de outras gestões dependerá exclusivamente das dúvidas que surgirem após a divulgação dos relatórios. De acordo com ele, há dados divergentes dentro da documentação analisada.

"Convocaremos com o único objetivo de esclarecer quaisquer dúvidas que apareçam nos relatórios. Só vamos convocar para oitivas caso os dados não demonstrem por si as informações que forem necessárias para a elaboração do relatório final", afirmou Honor.

O deputado Marlúcio Pereira (PTB) também disse que se preocupa com convocações vazias. De acordo com o petebista, a CPI precisa se concentrar em tudo o que for concreto e convocar as testemunhas para esclarecer pontos que não ficarem claros. 

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.