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Thiago Peixoto manifesta pesar pelo falecimento de Antônio Poteiro

08 de Junho de 2010 às 12:49
O artista plástico Antônio Poteiro, que faleceu nesta terça-feira, 8, aos 84 anos, vítima de infecção generalizada, foi homenageado durante sessão especial na Assembleia Legislativa em 18 de maio de 2009. Na ocasião, por iniciativa do deputado Thiago Peixoto (PMDB), Poteiro recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, a mais alta comenda do parlamento goiano.

Segundo Thiago Peixoto, a indicação do artista se deu por toda a contribuição e visibilidade que Poteiro proporcionou à cultura goiana. "As obras dele expressam muito o espírito de goianidade e a homenagem foi o reconhecimento ao magnífico trabalho de um artista tão admirado não só em Goiás, mas no Brasil e no mundo", disse o parlamentar.

Sobre a notícia da morte, Thiago Peixoto vê um paradoxo. “Perdemos e ganhamos com Antônio Poteiro. Perdemos muito com a sua morte, pois ficamos privados de sua companhia. Ganhamos muito com sua obra e todo o seu legado artístico”, destacou.

O parlamentar reafirma ainda a importância de Poteiro na cultura goiana e acredita que seu estilo irá ecoar na produção de futuras obras. “Todos os goianos lamentam a sua morte. Fico feliz de saber que pude participar de um momento importante da sua vida ao conceder-lhe a Medalha Pedro Ludovico Teixeira. Reafirmo tudo que disse à época: Poteiro foi um homem simples, um autodidata, e ao mesmo tempo, um artista genial. Que seus filhos, também artistas, deem continuidade, com seus próprios estilos, à obra do pai.”

Poteiro estava internado há dez dias no Hospital Jardim América, na capital. O corpo do artista está sendo velado desde as 10 horas no Cemitério Jardim das Palmeiras onde será sepultado às 19 horas.

Ainda pela manhã desta terça-feira, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin (PSDB), através da sua assessoria,  entrou em contato com os familiares colocando à disposição a sede do parlamento goiano para que o corpo fosse velado.


Biografia

O escultor, pintor e ceramista Antônio Poteiro veio para Goiânia em 1955. Ganhou a vida fabricando cerâmica, fazendo máscaras e bonecos, e por incentivo de Siron Franco e Cléber Gouveia, em 1972, começou a pintar telas.

Foi um dos mestres da pintura primitiva do Brasil. Nasceu em Portugal e devido aos potes que fazia, ficou conhecido como Antônio Poteiro, nome que adotou como artístico. Era um autoditada que pintava suas telas livremente. Ultimamente trabalhava com seus filhos, também artistas plásticos.

Em suas telas, geralmente retratava cirandas, cavalhadas, cenas de carnaval, jogos de futebol, pessoas em volta de fogueiras ou reisados, sempre com movimentação intensa e cores vibrantes. Passagens bíblicas, sonhos e histórias vistas ou ouvidas na rua também serviam como fonte de inspiração do artista.
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