Ícone alego digital Ícone alego digital

CPI da Pedofilia

18 de Junho de 2010 às 18:04
Em audiência nesta sexta-feira, 18, em Águas Lindas, Comissão discutiu combate à exploração sexual de menores.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga casos de pedofilia e abuso sexual contra menores em Goiás, realizou em Águas Lindas, no Entorno de Brasília, a quarta audiência pública da Comissão no interior do Estado. O evento aconteceu na tarde desta sexta-feira, 18, no Centro Pastoral João Paulo II da Paróquia São Pedro Apóstolo. A CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa é presidida pelo deputado Fábio Sousa (PSDB).

A CPI da Pedofilia já realizou encontros nas cidades de Porangatu, Catalão e Jataí. Relatora da Comissão, a deputada Isaura Lemos (PDT) organizou o encontro em Águas Lindas.

Fizeram parte da mesa do encontro, além da deputada, no exercício da presidência, a promotora de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público de Goiás, Ana Carolina Falcone; a delegada da Mulher de Águas Lindas, Karina Duarte Rocha da Silva; o secretário municipal de Educação, Cleomídio Antônio Oliveira; a secretária municipal de Justiça e Cidadania, Luzia de Fátima; e a secretária municipal do trabalho, Sandra Sabóia. 

A
parlamentar avaliou mais esta etapa no interior do Estado. "Temos a missão de levantar a discussão e abrir espaço para as denúncias, criando uma rede, em todo Estado, de proteção à criança e ao adolescente e, principalmente, de combate à pedofilia", declarou a parlamentar.

Isaura destacou que os trabalhos de combate à pedofilia estão ainda no início. “O que temos ainda é muito pouco perto do que deve ser feito. Esse tema deve ser tratado de forma serena e em busca de caminhos. É um problema que existe e, muitas vezes, ocorre no seio da família e esta, na maioria dos casos, não sabe lidar com a situação”, disse.

A relatora informou ainda que o relatório da Comissão está praticamente pronto para ser entregue no dia 30, porém, a Comissão vêm recebendo várias solicitações para que se realize mais encontros em outras cidades do interior, o que pode prorrogar este prazo.

A promotora de justiça da Infância e Juventude do Ministério Público, Ana Carolina Falcone, destacou que, particularmente, a reunião desta sexta-feira possui como seu maior trunfo a promoção da conscientização sobre a pedofilia. “É um problema que tem várias conseqüências, e essas consequências têm que ser encaradas de frente pelo poder público e pela sociedade”, declarou.

Para a promotora, o que deve ser feito, definitivamente, se resume no combate ao silencio.  “É preciso ensinar as pessoas a agirem diante deste tipo de crime que ocasiona conseqüências por toda a vida de uma criança”, alertou.

Conforme avaliou a titular da Delegacia da Mulher de Águas Lindas, Karina Duarte Rocha da Silva, é necessário esclarecer as família sobre a existência da pedofilia, e que estas devem orientar seus filhos para que o silêncio e o medo não sejam um entrave no combate a esse crime. “É muito importante que exista o diálogo aberto dos pais com os filhos para que casos de pedofilia sejam superados. Com a ruptura do silêncio, nós conseguiremos colher melhor as provas, colaborando para que o acusado seja condenado”, alertou.

O secretário municipal de Educação de Águas Lindas, Cleomídio Antônio Oliveira, colocou a disposição toda a estrutura da sua secretaria para atividades e ações que possam beneficiar a sociedade no combate à pedofilia. "Gostaria de firmar um compromisso de parceria aqui, com todos os presentes, para cedermos a estrutura da Secretaria Municipal de Educação para a realização de qualquer atividade ou ação em benefício do trabalho de combate a esse mal", afirmou.

A secretária municipal de Justiça e Cidadania de Águas Lindas e primeira-dama da cidade, Luzia de Fátima, falou sobre o comprometimento da sociedade. "Não adianta apenas um setor da sociedade se movimentar. Temos que entender que a sociedade é fruto do que fazemos, e, em relação ao combate à pedofilia não é diferente, portanto esse trabalho é responsabilidade de todos”, disse.

Denúncias

O Portal da Assembleia Legislativa dispõe de link para que sejam feitas denúncias de casos de pedofilia e exploração sexual de crianças em Goiás. Segundo o presidente da CPI, serão encaminhadas ao Ministério Público todas as denúncias que chegarem à Comissão. O espaço no site da Assembleia Legislativa para receber denúncias de pedofilia em Goiás pode ser acessado clicando aqui. 

A CPI da Pedofilia é presidida pelo deputado Fábio Sousa (PSDB). A deputada Betinha Tejota (PSB) é a vice-presidente. A relatora da Comissão é a deputada Isaura Lemos. Também compõem a CPI, as deputadas Adriete Elias e Cilene Guimarães (PR).

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.