A verdade sobre o reajuste oferecido aos militares de Goiás
A partir de uma análise crítica feita junto à proposta apresentada pelo Governo de Goiás para o realinhamento salarial dos policiais e bombeiros militares nos deparamos com algumas situações frente as quais não conseguimos permanecer inertes diante de tamanha injustiça. Ao analisarmos a tabela com a proposta de reajustes verificamos que existe uma desproporção muito grande nos percentuais dos reajustes a serem implementados, tendo como extremos, graduações que receberão 64,9% de reajuste, contra 0,0% de outras. Não se trata os iguais de modo diferente, principalmente, quando a desigualdade recai sobre a base e o sustentáculo da instituição, que é o caso dos soldados.
Como forma de exemplificação, citaremos o caso dos soldados “nível I” (que tem cinco anos ou menos tempo de serviço), que somente serão contemplados com o ínfimo reajuste de 4,99% quando alcançarem o “nível II”, ou seja, os soldados “nível I” não tiveram qualquer tipo de reajuste. No caso dos soldados “nível II”, o reajuste a eles apresentado estará dividido na admirável percentagem de 1,99% em junho de 2010 e 2,99% em dezembro de 2010.
Outro fato preocupante diz respeito ao lapso temporal proposto pelo governo para integralizar o reajuste. A contar da data de hoje, teremos aproximadamente 23 meses de longa espera para a conclusão do acordo proposto. A nosso ver, esse tempo nos parece até mesmo irônico, pois como poderíamos corrigir uma defasagem salarial gerada pelo tempo através de uma longa delonga de quase dois anos? Ao final, com certeza, nos depararemos com a defasagem novamente. Sem esquecer que no caso dos soldados, após a conclusão final de seus reajustes, ficarão cerca de um ano e cinco meses sem aumento, presumindo-se que o Estado não irá reajustar o salário da categoria sem a conclusão total do processo.
A partir da tabela proposta, deparamos também com a situação dos capitães, que se equipararam à classe de soldados e terão seus reajustes nos valores de 0,0%, 5% e 10%, respectivamente aos níveis I, II e III.
Diante de todo o exposto, gostaria de informar aos meus companheiros militares que sou contra estas injustiças apresentadas, e como resposta estou elaborando um estudo que tentará sanar ao máximo algumas desproporções geradas, e como forma de materialização do estudo, estarei apresentando em plenário uma emenda ao projeto de lei propondo modificações no acordo proposto pelo Governo.
Como forma de esclarecimento, gostaria de dizer que participei, no início das negociações, de grande parte das reuniões realizadas com o intuito de buscarmos o realinhamento salarial, mas, por motivos de força maior que não nos convém aqui citar, fomos afastados dos últimos encontros que geraram essa proposta por parte do Governo de Goiás. Muitos devem estar se questionando o porquê do nome do
Deputado Coronel Queiroz estar imposto como sendo concordante da proposta, mas agora está discordando de alguns pontos. Se observarem, verão que a assinatura contida no documento não condiz com a minha assinatura pessoal, pois foi colocada simbolicamente pelos presentes naquele dia pelo motivo de ter eu participado de algumas pioneiras reuniões. Por final, gostaria de convidar todos os militares a comparecerem nas galerias da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás para que, ordeiramente, possamos demonstrar nossa insatisfação com algumas questões propostas pelo Governo. Garanto que os senhores não estarão desamparados, pois possuem um representante que lutou, luta e lutará diuturnamente por nossa classe.