O ouro negro do PMDB
Goiás inteiro é testemunha da determinação do senador Marconi Perillo em manter o debate eleitoral dentro do mais alto nível. Continuamente, Marconi tem convidado os adversários para o confronto de ideias. Constantemente, condena com firmeza a política das agressões pessoais e dos insultos, convencido, como político amadurecido que é, de que o povo goiano repudia a troca de ofensas e prefere que os candidatos ao governo se concentrem em apresentar projetos para o futuro do nosso Estado.
Mas o uso do cachimbo entorta a boca, e o PMDB, liderado por Iris Rezende, insiste na opção de só fazer ataques e só lançar calúnias. Iris, em seus discursos e manifestações à imprensa, parece obcecado pela figura de Marconi. Nada propôs até hoje de concreto para fundamentar a sua candidatura e mantém-se fixado na tentativa de criar um embate sem a menor qualificação com o PSDB. Suas palavras são ditas apenas no sentido de tentar destruir e jamais de construir fatos positivos para a presente campanha eleitoral.
Naturalmente, Marconi age com sabedoria e evita esse chamamento para rebaixar e enlamear o debate político em Goiás. Em alguns casos, o senador recorre à Justiça, onde, no momento, move processos de reparação moral e de responsabilização criminal contra Iris Rezende. O candidato do PMDB atirou acusações mentirosas, mostrou descontrole emocional ao investir contra a honra de Marconi e agora deverá provar perante a Justiça tudo o que disse ou então ser punido pelos delitos de injúria e difamação, previstos no Código Penal Brasileiro.
Iris, contudo, não pratica sozinho a política da baixaria. Ele tem delegado a mesma missão a outros subalternos seus no PMDB. Ontem, no Diário da Manhã, foi a vez do ex-prefeito Adib Elias abandonar os preceitos da ética e da boa convivência democrática com os contrários, com a publicação de um artigo eivado de colocações falsas e inverídicas contra o senador Marconi Perillo.
Adib dá não apenas um, mas vários tiros no pé. As culpas que ele tenta atribuir a Marconi são todas do seu partido e do seu chefe. Foi Iris, durante seis anos na Prefeitura, quem se omitiu na questão do aeroporto de Goiânia - recusando-se a cobrar uma posição do governo federal, que é dominado pelos seus aliados do PT. Foi Iris quem oportunisticamente deu apoio ao atual governo do Estado e que, também, não cobrou a execução da obra do Centro de Excelência Esportiva no local onde o Estádio Olímpico foi demolido, aliás, demolido em 2006, quando Marconi Perillo já estava fora do Palácio das Esmeraldas. Portanto, Marconi não tem nenhuma responsabilidade pelo buraco que está fazendo o seu quarto aniversário ali na Avenida Paranaíba.
Iris também é um campeão de gastos de publicidade e Adib se esquece disso.
Na Prefeitura, torrou milhões com propaganda, grande parte irregularmente. Uma consulta ao site do Ministério Público Estadual mostra que ele responde a inúmeros inquéritos motivados pelas despesas ilegais que fez na divulgação da sua imagem como prefeito de Goiânia, inclusive em veículos de imprensa de municípios distantes da Capital.
Quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras na casa alheia. O presidente do diretório estadual do PMDB precisa urgentemente se dar conta da importância de falar a verdade e tratar os adversários com respeito, como faz Marconi Perillo e o PSDB. Exemplo: assumir que foram os governos do PMDB que construíram para Goiás a maior dívida proporcional dentre todos os Estados brasileiros, dívida essa que ainda seguirá pressionando por mais 50 anos a nossa política de investimentos, comprometendo a qualidade de vida e a geração de oportunidades até mesmo para os trinetos das atuais gerações de goianos.
Não vou aqui mergulhar em detalhes sobre o que todo mundo sabe em Goiás: foram os governos de Iris Rezende e Maguito Vilela que liquidaram o patrimônio elétrico dos goianos, botando fora as usinas de Corumbá e de Cachoeira Dourada, sem nada em troca. Foram esses mesmos governos que arrasaram com a imagem nacional de Goiás, mantendo o nosso Estado nas manchetes negativas da grande imprensa brasileira com escândalos que espantaram o País - o caso Caixego, o caso Astrográfica, o caso Secom, a quebra do BEG, BD e Caixego e tantos outros de triste memória.
Tudo isso, sem mencionar a conturbada passagem de Iris pela Prefeitura. Iris, mais uma vez, não concluiu um mandato a ele delegado pela população. E, o pior de tudo, deixou como herança o transporte coletivo mergulhado no caos, o trânsito desorganizado, dezenas de bairro sem asfalto, o Zoológico fechado, os professores em greve contra o arrocho salarial, aumentos irrisórios para o funcionalismo municipal, o centro abandonado e a farsa de uma Estação Digital que foi inaugurada em um dia e desmontada em outro.
Nós, do PSDB, queremos o debate de ideias para o futuro de Goiás e lamentamos o baixo nível que o PMDB de Iris Rezende propõe para a atual campanha. Lamentamos ser obrigados a fazer a nossa defesa, às vezes em termos duros, porém sem jamais resvalar para o achincalhe dos nossos adversários.
Temos um patrimônio político que é ouro puro, simbolizado na figura jovem e determinada do senador Marconi Perillo e de tudo que ele fez e se propõe a fazer de bom para o Estado de Goiás. Já o PMDB, pelo seu passado de trevas, pela falta de propostas do seu candidato, pela imprudência dos seus janízaros, pela insistência nas agressões, não pode dizer o mesmo. Seu ouro é negro.