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Romilton Moraes é favorável a empréstimo à Celg e cobra reajuste de tarifas

22 de Junho de 2010 às 17:49

O deputado Romilton Moraes (PMDB) se declara favorável ao projeto do Executivo estadual que pede autorização ao Legislativo goiano para contrair empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Governo Federal, a serem investidos na Companhia Energética de Goiás (Celg). “A Celg é um patrimônio dos goianos e está precisando de socorro. O projeto é bom para a empresa e para o Estado”, resume o peemedebista.

Mas, ao mesmo tempo, o parlamentar cobra mais iniciativa do Governo Estadual para tentar conseguir o reajuste de tarifas. “Se tivéssemos conquistado o realinhamento de tarifas, a Celg estaria numa situação bem mais confortável. Nunca vi o Governo pressionando o Governo Federal para conseguir esses reajustes. Sempre foram estratégias equivocadas. Parece até que toda essa movimentação feita até hoje é só para dar uma satisfação ao público. Enquanto isso, a empresa só vem sangrando”, alfineta.

O parlamentar afirma também que não acha que a dívida vá trazer problemas para futuras administrações do Estado. “Empréstimos são contraídos em situação de calamidade financeira. Essa é mais uma delas. Trata-se de uma oportunidade para a Celg ajustar suas finanças”, resume Romilton Moraes, que faz ainda uma última observação: "O dinheiro do empréstimo tem de ser investido na Celg".

Segundo declarações do governador Alcides Rodrigues, o projeto pedindo autorização para o empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), seria enviado à Assembleia Legislativa o mais rápido possível. A proposta foi patrocinada pelo Ministério de Minas e Energia, diante da impossibilidade de se usar recursos da chamada Reserva Global de Reversão (RGR).

Na avaliação do Governo do Estado, os R$ 4 bilhões vão solucionar em definitivo os problemas financeiros da Celg, quitando dívidas com o setor elétrico, além de permitir o repasse de ICMS para o Estado, hoje acumulado em R$ 700 milhões.

Em entrevista à imprensa, Alcides Rodrigues esclareceu que o saneamento financeiro da Celg permitirá também o reajuste da tarifa de energia elétrica, que não é permitido desde 2006 por causa da inadimplência da empresa goiana junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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