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Humberto Aidar afirma que empréstimo para Celg é única alternativa

22 de Junho de 2010 às 18:24

O deputado Humberto Aidar (PT) afirma que não existe outra alternativa para salvar a Celg que não seja o empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Governo Federal, como quer o Governo do Estado. “Não é o ideal. Mas chega um momento que não tem mais para onde correr. Desafio qualquer pessoa a apresentar outra proposta viável neste atual momento”, provoca o parlamentar.

Segundo declarações do governador Alcides Rodrigues, o projeto pedindo autorização para o empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), seria enviado à Assembleia Legislativa nos próximos dias. A proposta foi patrocinada pelo Ministério de Minas e Energia, diante da impossibilidade de se usar recursos da chamada Reserva Global de Reversão (RGR).

Relator da CPI que apurou o endividamento da empresa, o petista diz que tem embasamento para opinar sobre o assunto e faz questão de ressaltar que acha a Celg viável, apesar da crise que ela enfrenta. “Se for socorrida pelo Governo Federal e adotar uma gestão técnica, sem ser utilizada como cabide de emprego, vai se tornar uma empresa rentável”, aposta.

Na avaliação do Governo do Estado, os R$ 4 bilhões vão solucionar em definitivo os problemas financeiros da Celg, quitando dívidas com o setor elétrico, além de permitir o repasse de ICMS para o Estado, hoje acumulado em R$ 700 milhões.

Em entrevista à imprensa, Alcides Rodrigues esclareceu que o saneamento financeiro da Celg permitirá também o reajuste da tarifa de energia elétrica, que não é permitido desde 2006 por causa da inadimplência da empresa goiana junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 

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