Piso dos salários dos administradores: uma reivindicação justa
A pesar de os primeiros administradores do mundo contratados serem os que geriam as companhias de navegação inglesas, a partir do século 17, a profissão de administrador é historicamente recente, sendo regulamentada no Brasil em 9 de setembro de 1965, data em que se comemora o Dia do Administrador.
Desde então, a duras penas, a categoria tem buscado seu espaço e já está incluída entre os cursos de graduação de maior procura no País.
Entretanto, a realidade brasileira nos mostra que o mercado de trabalho desse profissional ainda carece de maiores regulamentações que possam garantir condições mínimas trabalho, para que possa, de forma efetiva, contribuir com o desenvolvimento nacional, tanto no setor privado quanto no público.
Nos últimos anos, merece realce os esforços empreendidos pelo administrador Samuel Albernaz, na tutela dos interesses da categoria, sobretudo no que toca a inclusão dos administradores como vogais em todas as Juntas Comerciais do País.
A atuação de Samuel Albernaz se concentra também na criação da carreira do administrador municipal, prevista na Proposta de Emenda Constitucional nº 317 em tramitação no Congresso Nacional) e na instituição do Piso Nacional dos Administradores, através da aprovação do Projeto de Lei nº 6.594/10 da Câmara Federal.
Nos termos da Lei Complementar nº 103/2000, que concedeu aos Estados a faculdade de instituição, mediante lei de iniciativa do Poder Executivo, do piso salarial para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, temos reivindicado junto ao Governador do Estado a aprovação desse piso para os administradores de Goiás, enquanto o PL nº 6.594/2010 não ganha sanção na esfera federal.
O valor sugerido pelo Sindicato dos Administradores de Goiânia (Sinago) corresponde a 8,5 salários mínimos para o piso nacional. Já encaminhamos esta proposta ao governador do Estado, na convicção de que a categoria será atendida, haja vista que o tempo hábil para decisão se encerra em 30 de junho.
Nosso intento é no sentido de que a batalha travada na esfera federal pelo Sinago ganha corpo também em Goiás e que os administradores goianos sejam contemplados antes da sanção do projeto federal.
Caso a reivindicação não seja atendida, a mobilização vai continuar, com a participação intensa dos profissionais, do Sindicato de Administradores de Goiânia, da Associação Goiana de Administração, no sentido de que, o mais rapidamente possível, as propostas apresentadas pela categoria sejam efetivadas. Como se sabe, os administradores são alicerces essenciais na gestão adequada e na correta aplicação dos recursos públicos e peças-chaves no desenvolvimento e crescimento do nosso País.