A energia é o nosso desafio
* Thiago Peixoto é deputado estadual pelo PMDB
Sessenta mil barris - ou 9,5 milhões de litros: esta é uma das estimativas sobre a quantidade de petróleo lançada diariamente no Golfo do México desde abril, quando uma plataforma marítima da companhia British Petroleum (BP) explodiu e afundou matando 11 pessoas e dando início ao pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
Desde então, diversas espécies habitantes da maior porção de mar rodeada por terra do mundo sofrem as consequências causadas por uma mancha negra que se espalha em ritmo incessante pelo Oceano Atlântico. Apesar de já ter gasto mais de US$ 2 bilhões em procedimentos, a BP ainda não conseguiu conter o vazamento.
A tragédia ocorrida sensibilizou o mundo, inclusive o Brasil, que enviou técnicos especialistas aos Estados Unidos para prestar assistência geral. Mas o acidente em questão deve - ou deveria - afetar nosso País de modo mais contundente, dadas as pretensões governamentais em relação ao subsolo marinho da costa brasileira.
A camada pré-sal, gigantesco reservatório de petróleo e gás natural que se estende entre o litoral do Espírito Santo e Santa Catarina, é a menina dos olhos da Petrobras, que já anunciou investimento pesado em sondas de perfuração para extrair o combustível fóssil resguardado a 8 mil metros abaixo do nível do mar. Sem dúvida, a reserva representa potencial econômico colossal para o País e deve ser explorada, mas de modo sensato e seguro. Isso porque a captação de petróleo em águas profundas é um processo repleto de dispêndios e minúcias que não admite erros.
O vazamento no Golfo do México serve como grande alerta d que todos os cuidados devem der tomados para não transformarmos uma grande riqueza energética em um possível passivo ambiental.
Paralelamente, o Brasil, que possui uma matriz energética relativamente limpa - 45 % da energia gerada é de fonte regenerável ou reutilizável - deve se preparar para um futuro de anunciada escassez de recursos naturais não-renováveis. Neste sentido, faz-se necessária uma redução ainda maior da dependência do petróleo através da busca por alternativas sustentáveis.
Possuímos ótimas tecnologias como o biocombustível, a biomassa e a energia hidrelétrica, mas podemos avançar mais. Precisamos aproveitar melhor a força da natureza em nosso benefício. Capacidade e potencial para viabilizar a energia eólica e solar, por exemplo, não nos falta.
É hora de nos preparamos para garantir o excelente cenário de crescimento projetado para o Brasil em 2010. Investimento em infraestrutura e transportes são cruciais, mas sem dúvida alguma, a energia é um enorme desafio.
Sessenta mil barris - ou 9,5 milhões de litros: esta é uma das estimativas sobre a quantidade de petróleo lançada diariamente no Golfo do México desde abril, quando uma plataforma marítima da companhia British Petroleum (BP) explodiu e afundou matando 11 pessoas e dando início ao pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
Desde então, diversas espécies habitantes da maior porção de mar rodeada por terra do mundo sofrem as consequências causadas por uma mancha negra que se espalha em ritmo incessante pelo Oceano Atlântico. Apesar de já ter gasto mais de US$ 2 bilhões em procedimentos, a BP ainda não conseguiu conter o vazamento.
A tragédia ocorrida sensibilizou o mundo, inclusive o Brasil, que enviou técnicos especialistas aos Estados Unidos para prestar assistência geral. Mas o acidente em questão deve - ou deveria - afetar nosso País de modo mais contundente, dadas as pretensões governamentais em relação ao subsolo marinho da costa brasileira.
A camada pré-sal, gigantesco reservatório de petróleo e gás natural que se estende entre o litoral do Espírito Santo e Santa Catarina, é a menina dos olhos da Petrobras, que já anunciou investimento pesado em sondas de perfuração para extrair o combustível fóssil resguardado a 8 mil metros abaixo do nível do mar. Sem dúvida, a reserva representa potencial econômico colossal para o País e deve ser explorada, mas de modo sensato e seguro. Isso porque a captação de petróleo em águas profundas é um processo repleto de dispêndios e minúcias que não admite erros.
O vazamento no Golfo do México serve como grande alerta d que todos os cuidados devem der tomados para não transformarmos uma grande riqueza energética em um possível passivo ambiental.
Paralelamente, o Brasil, que possui uma matriz energética relativamente limpa - 45 % da energia gerada é de fonte regenerável ou reutilizável - deve se preparar para um futuro de anunciada escassez de recursos naturais não-renováveis. Neste sentido, faz-se necessária uma redução ainda maior da dependência do petróleo através da busca por alternativas sustentáveis.
Possuímos ótimas tecnologias como o biocombustível, a biomassa e a energia hidrelétrica, mas podemos avançar mais. Precisamos aproveitar melhor a força da natureza em nosso benefício. Capacidade e potencial para viabilizar a energia eólica e solar, por exemplo, não nos falta.
É hora de nos preparamos para garantir o excelente cenário de crescimento projetado para o Brasil em 2010. Investimento em infraestrutura e transportes são cruciais, mas sem dúvida alguma, a energia é um enorme desafio.