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Cultura na TV

07 de Julho de 2010 às 17:57
TV Assembleia exibe o filme "Azul Anil - Memórias do Rio Vermelho", obra apresentada durante a 12ª edição do FICA.

A TV Assembleia dá continuidade à exibição de alguns dos filmes apresentados no Festival de Cinema e Vídeo Ambiental (XII FICA). A programação, que tem parceria com a Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), tem sua terceira apresentação nessa terça-feira, 13 de julho, a partir das 19h30, no canal 8 da TV Assembleia do Estado de Goiás.

Para dar seqüência à programação exclusiva, a TV Assembleia traz o filme "Azul Anil - Memórias do Rio Vermelho, da diretora Selma Parreira". A obra é conseqüência e uma intervenção urbana feita no Rio Vermelho, na Cidade de Goiás. A intervenção urbana executada por Selma e parcerias conta a história das lavadeiras de roupas da região.

"O filme é um documentário que surgiu a partir da memória das lavadeiras de roupa do Rio Vermelho. As imagens são compostas por arquivos de museus de Goiânia e da Cidade de Goiás. O áudio é a própria memória das lavadeiras", explicou Selma.

A diretora Selma, que também é artista plástica contou com a colaboração de montadores arquitetos e cenógrafos para disporem dos lençóis que compõe a intervenção. "A população também somou", revela. Além dos montadores, dois fotógrafos registraram a obra de arte in loco, sendo um deles especialista em fotografia aérea.

Intervenção Pública

A intervenção Urbana, também conhecida como Intervenção Pública, é, segundo Selma Parreira, uma categoria da arte contemporânea que se instala fora das tradicionais galerias de arte. "A intervenção urbana tem sua obra instalada no sítio específico que conta a história de um local ou de um povo. Seu registro é feito, por exemplo, por fotografias ou filme", afirma Selma.

Lençóis esquecidos no Rio Vermelho

Lençóis esquecidos no Rio Vermelho é uma série composta por três obras, que teve início em 2006 com o ensaio fotográfico realizado no Balneário da Carioca - Rio Vermelho, na Cidade de Goiás.

No caso de "Azul Anil - Memórias do Rio Vermelho", a artista plástica espalhou lençóis sobre as pedras do rio para que a intervenção urbana fosse registrada pelo documentário, objeto também de sua dissertação de mestrado em Cultura Visual, na Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Os lençóis permaneceram no local durante 12 horas, das 6 às 18 horas.

"No trabalho citado, foram usados lençóis brancos pintados com anil, manchados e/ou azulados. Eles foram fotografados "largados", "jogados" ou "esquecidos" nas rochas e lajeados no leito do rio", explica Selma. E mais. "Ao mesmo tempo em que os lençóis pertenciam à atual paisagem do rio, eles também provocavam um deslocamento no tempo, remetiam a lembranças do passado, provocavam questionamentos".

E foi a partir desse ensaio fotográfico que Sela Parreira se interessou pela história e memória das lavadeiras de roupas do Rio Vermelho, na Cidade de Goiás, iniciando suas pesquisas. As lavadeiras do Rio Vermelho já foram usadas como objeto de estudo e arte por outros artistas e pesquisadores, como a Cora Coralina.

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