O servidor precisa ser valorizado
Os projetos que alteram Planos de Cargo e Remuneração (PCR), instituem plano de carreira para algumas categorias e ainda criam novos cargos no serviço público estadual, encaminhados à Assembleia Legislativa pelo Executivo estadual, não podem ser tratados pela ótica eleitoreira. É preciso considerar a situação dos servidores públicos, que na maioria das vezes são tratados de forma discriminatória, como se fossem entraves dentro da complexa estrutura da máquina administrativa.
Ganhando mal ou bem, dispondo de estrutura administrativa ou não, são eles os responsáveis pelo zelo do bem público e pelo funcionamento da máquina administrativa. E se existem entraves burocráticos no serviço que prestam, a responsabilidade é muito mais da legislação que rege a administração pública e daqueles que exercem poder de decisão do que do servidor que está atrás dos balcões.
Debates acalorados, que inflaram os ânimos de deputados e servidores no plenário e nas galerias da Assembleia Legislativa, dão um dimensionamento da importância do assunto. Entretanto, usar o tema de forma oportunista, no calor de uma campanha política, quer seja por parte do Legislativo, do Executivo ou de qualquer candidato, não parece correto.
O servidor público merece uma definição urgente e duradoura de suas carreiras. São reivindicações justas, almejadas por trabalhadores comparáveis a qualquer outro da iniciativa privada, distintos apenas na origem do salário que recebem. O trabalho que exercem é tão importante como qualquer outro, digno da remuneração paga com os recursos de todos os goianos, a quem prestam seus serviços diariamente.