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Paulo de Tarso explica a adoção do IPCA como indicador

13 de Julho de 2010 às 11:43

O pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe),vinculada à Universidade de São Paulo, Paulo de Tarso, discute neste momento a dificuldade de escolher os indexadores para a análise do processo de endividamento do Estado de Goiás entre 1991 e 2009. De acordo com ele, a escolha do índice - IGP-M ou IPCA - poderia alterar os resultados.

"Veja a seguinte situação. Se considerar o IPCA, durante a gestão entre 1991 e 1993, significa uma dívida herdada de 4,378 bilhões; se for pelo IGP-M, o valor chega a 7,653 bilhões. Se verificar as gestões mais recentes, o impacto sobre os valores acabam sendo diferentes se adotados os dois indicadores, distintamente, sobre o mesmo valor", informou Paulo de Tarso.

O pesquisador da Fipe disse que, do ponto de vista conceitual, parecia mais correto trabalhar com o IPCA, que atua sobre o índice de preços ao consumidor amplo. "É um valor mais próximo da realidade do cidadão", afirmou Paulo de Tarso.

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