TCE indica que não há déficit de R$ 100 milhões mensais
A analista do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE), Suzie Hayashida, afirmou que não há um déficit mensal de R$ 100 milhões para o Governo estadual, dentro da dívida flutuante. De acordo com ela, em nenhum dos casos possíveis de análise, seja por meio do resultado financeiro, ou do orçamentário, os valores deficitários não atingem a soma acima em 2009.
"Em 2009, houve déficit orçamentário de aproximadamente R$ 270,6 milhões anuais. Dividindo por mês, o valor atinge uma soma inferior aos R$ 100 milhões mensais cuja consulta motivou esta análise. Não se pode inscrever restos a pagar sem que exista disponibilidade de caixa", afirmou Suzie Hayashida, que relatou haver déficit em todas as gestões analisadas.
O relator da CPI do Endividamento, Honor Cruvinel (PSDB), havia indagado se o valor do déficit mensal era realmente de R$ 100 milhões. O tucano também havia questionado o fato de que o superávit nas contas estaduais ocorreu, durante o período analisado, em apenas três anos: 1997, 2008 e 2009.
"Em 1997, houve um grande superávit, seguido por um grande déficit no ano seguinte. Isso pode ser creditado à venda da Usina de Cachoeira Dourada, que provocou o resultado superavitário, mas houve déficit em 1998", afirmou o relator.