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Tucanos repercutem relatórios da Fipe e TCE sobre inexistência de déficit no Estado

13 de Julho de 2010 às 19:02

Deputados tucanos repercutiram os relatórios apresentados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado entre 1991 e 2009.

Os documentos foram entregues à Comissão, durante reunião realizada na manhã desta terça-feira, 13, no auditório Solon Amaral. Pela conclusão dos relatórios, o Estado de Goiás não teve déficit mensal de R$ 100 milhões, tanto em relação aos resultados financeiros, quanto orçamentários. 

Líder da bancada tucana na Assembleia, o deputado Jardel Sebba comentou que os relatórios provam “a leviandade da acusação de que o Governo de Marconi Perillo teria gerado essa defasagem nas contas do Estado. Esse déficit nunca existiu", sustentou.

Jardel Sebba também elogiou o trabalho que vem sendo realizado pela CPI da Dívida, que, em sua opinião, atuou de forma técnica, sem interferências políticas. "Esse trabalho é importante para mostrar quem tem ou não credibilidade para dar declarações públicas sobre as dívidas do Estado", completa o parlamentar tucano.
  

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, Fábio Sousa salientou que a Fipe é uma fundação de credibilidade. “Trata-se de uma instituição apartidária, paulista, ligada à maior universidade brasileira (USP), cujos relatórios se apoiam em critérios estritamente técnicos. Os resultados só confirmam o que o PSDB vem afirmando há muito tempo", declarou o parlamentar.

O deputado Padre Ferreira ressaltou a seriedade da CPI, enaltecendo o trabalho que diz considerar bem-feito e correto. “A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) é conceituada e vinculada à Universidade de São Paulo, cuja credibilidade fala por si”, ressaltou.

O parlamentar afirmou ainda que o relatório feito pela Fipe e o do TCE só comprovam o que sempre defendeu seu partido: de que Goiás não possui um déficit mensal de R$ 100 milhões. “Esse relatório é importante, pois reforça a credibilidade do partido, mostrando que estávamos certo e defendendo quem nunca acreditou nesse déficit”, concluiu. 

Relator da CPI, Honor Cruvinel comentou que os dados técnicos confirmam a inexistência de déficit mensal de R$ 100 milhões na gestão de Marconi Perillo.

“Os relatórios apresentados à Comissão são extremamente claros e de natureza técnica. O Estado de Goiás jamais teve déficit mensal de R$ 100 milhões. É uma falácia inventada para tentar desconstruir a popularidade do senador Marconi Perillo”, afirmou o deputado.

Segundo Honor Cruvinel, com seriedade e transparência os técnicos do TCE e da Fipe demonstraram, “sem politizar a questão”, que, em nenhum dos casos possíveis de análise, seja por meio do resultado financeiro, ou do orçamentário, os valores deficitários atingem esse montante.

Processo

Presidente estadual do PSDB, o deputado Daniel Goulart (PSDB) disse que cogita processar criminalmente o governador Alcides Rodrigues (PP), o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga e o superintendente do Controle Interno da Sefaz, Sinomil Soares Rocha, pela divulgação, no início do mandato do pepista, de dívida mensal do Estado na casa de R$ 100 milhões.

Desde então, Daniel Goulart tem contestado os números da equipe do então secretário Braga, alegando que a metodologia adotada pelos técnicos da Sefaz não era apropriada para estimar o valor da dívida.

O argumento do deputado foi respaldado pela publicação dos relatórios apresentados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à Universidade de São Paulo (USP), e Tribunal de Contas à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o endividamento do Estado entre 1991 e 2009. De acordo com os relatórios, o Estado não possui déficit mensal de R$ 100 milhões, tanto em relação aos resultados financeiros, quanto aos orçamentários. Os números do relatório demonstram que os valores da dívida mensal estão bem abaixo da soma acima.

"Aqueles que questionaram a metodologia fraudulenta foram demitidos. Desde o início, achei muito estranho, contestei os números apresentados. A equipe da Sefaz mascarou os números para comprometer as gestões passadas, mas acabaram  prejudicando a economia do Estado, afastando os investidores", disse o deputado Daniel Goulart, que vai consultar as lideranças do partido a respeito de um processo criminal contra o Governador, o ex-secretário da Fazenda e o superintendente do Controle Interno.

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