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Sem propostas, Iris faz campanha de agressões e mentiras

28 de Julho de 2010 às 10:19
Artigo do deputado Daniel Goulart (PSDB) publicado no jornal Diário da Manhã, edição de 19.07.2010.
* Daniel Goulart é deputado estadual e presidente do diretório estadual do PSDB



Os leitores do Diário da Manhã estão sendo forçados a um encontro semanal com a baixaria. Trata-se do artigo semanal do candidato do PMDB, Iris Rezende, que aproveita o espaço democraticamente cedido por Batista Custódio para agredir e insultar o senador Marconi Perillo com mentiras e um show de arrogância. Ontem, domingo, Iris publicou mais um texto repleto de ofensas a Marconi, quando, se tivesse bom senso, poderia utilizar as colunas do DM para apresentar e discutir as suas propostas de campanha.

Iris, recusando o amadurecimento que os seus 77 anos de idade deveriam garantir, é um homem totalmente consumido pelo desejo de vingança. Não aceitou até hoje a derrota que o jovem Marconi impôs a ele em 1998, em uma das reviravoltas mais espetaculares da política brasileira. Iris acha que foi injustiçado pelo povo goiano, quando, na verdade, foi apenas chamado a pagar a fatura pelos equívocos e erros que praticou em 16 anos de poder autoritário em Goiás.

O artigo de Iris no DM, assim como as suas entrevistas e os seus discursos, revela um tom raivoso e ressentido. Tive o cuidado de contar as palavras utilizadas: foram quase 1.000 vocábulos de puro ódio, sem uma única referência a uma proposta para o futuro de Goiás, algo que seria justo esperar em se tratando de um candidato a governador. Mas nada. Só ataques, só injúrias, só mentiras contra Marconi, o candidato que lidera todas as pesquisas de intenção de voto no Estado e, mais do que isso, vem exibindo um crescimento contínuo em relação a Iris, que amarga um segundo lugar cada vez mais distanciado do primeiro.

O ex-prefeito de Goiânia é um dos políticos mais ficha suja de todo o Brasil. Esteve envolvido nos grandes escândalos recentes da história de Goiás, como a falência das instituições bancárias que auxiliavam o nosso desenvolvimento: BEG, Caixego e BD. Milhões em recursos públicos foram desviados para as campanhas do PMDB e de Iris, em processos que foram apurados pelo Ministério Público e denunciados à Justiça: caso Astrográfica, caso Caixego e caso Secom, para falar somente nos mais conhecidos nacionalmente.

Mais: Iris e o PMDB quebraram o Estado, conforme demonstraram os relatórios da Fipe e do TCE, instituições insuspeitas, à CPI do Endividamento do Estado. Iris, em 1994, legou um déficit de R$ 1 bilhão de reais para o seu sucessor, Maguito Vilela, que, na sequência, entregou o Estado a Marconi Perillo com esse mesmo déficit aumentado para R$ 1,8 bilhão de reais, mesmo tendo torrado a usina de Cachoeira Dourada e arrecadado quase R$ 1 bilhão na operação, dinheiro que foi consumido em despesas comezinhas de custeio do Estado e obras absolutamente sem conseqüência para o nosso desenvolvimento.

Desesperado com as pesquisas que sustentam com solidez o crescimento de Marconi, Iris faz o único tipo de política que sabe fazer: dispara impropérios e faz o possível para ultrajar o seu adversário. A sua candidatura não está dando certo porque se baseia em mentiras, como a acusação de que o governo Marconi deixou um déficit de R$ 100 milhões mensais. Essa é uma falácia que já está desmontada por instituições apartidárias e apolíticas como a Fipe e o TCE, mas Iris, mesmo assim, tenta justificá-la alegando que quem denunciou o déficit foi um ex-aliado de Marconi, o governador Alcides Rodrigues como se isso conferisse credibililidade a alguma coisa. Não. Não foi um ex-aliado quem fez a denúncia, mas sim um traidor, um Judas que a história haverá de colocar no seu devido lugar - agora desmentido pelos próprios documentos que a Sefaz encaminhou à CPI do Endividamento do Estado.

Sobre a Celg, é bom Iris se lembrar de que foi a sua irresponsabilidade, ao entregar a usina de Corumbá por um preço irrisório, que iniciou o desmonte do patrimônio elétrico do povo goiano. Além de Corumbá, o então governador Maguito Vilela, apadrinhado por Iris, vendeu com a aprovação do chefe maior a usina de Cachoeira Dourada, comprometendo o futuro da Celg talvez em caráter irreversível. Tanto o povo de Goiás sabe disso que o candidato do PMDB vem caindo nas pesquisas, o que até pode ser considerado como uma punição para os prejuízos que deu a Goiás.

Iris fala em publicidade. Mas é ele e não Marconi Perillo quem responde a inúmeros processos no Ministério Público, por torrar milhões com propaganda da Prefeitura de Goiânia sem a devida atenção aos procedimentos ilegais. Pior ainda: direcionando preciosos recursos do município para promover a sua candidatura a governador, na medida em que investiu em propaganda em municípios longínquos, porém pagando com dinheiro do caixa da cidade de Goiania. Somente um desses inquéritos tem o valor de R$ 18 milhões de reais, que Iris até hoje não explicou como e porque gastou.

Existe uma fartura de fatos e situações realmente muito constrangedora para o candidato do PMDB. Ele sabe a que me refiro. Mas nós, do PSDB, não vamos o fazer o seu jogo sujo e desonesto. Responderemos, sim, a todos os ataques, mas não vamos incomodar o povo goiano com uma campanha de baixo nível e imundície. Essa não é a proposta do senador Marconi Perillo.

Os leitores do DM podem conferir no noticiário a preocupação de Marconi com o futuro de Goiás e a sua dedicação ao debate qualificado de ideias. Como disse o nosso candidato no discurso na convenção do PSDB e aliados, a paz é o caminho que escolhemos e é nele que vamos perseverar. A Iris restará a lata de lixo da história.

 


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