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Audiências abordam aeroporto e transporte coletivo no 1º semestre de 2010

28 de Julho de 2010 às 15:09
A Comissão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia divulgou o balanço das atividades realizadas no primeiro semestre de 2010. De acordo com o documento, foram realizadas duas audiências públicas. A primeira, em 3 de março, em parceria com a Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana, tratou do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia. A segunda, firmada com a mesma comissão e realizada em 4 de março, tratou da paralisação das obras do Aeroporto Internacional Santa Genoveva.

Segundo a deputada Isaura Lemos (PDT), presidente da Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana, o objetivo da audiência sobre o transporte coletivo foi de fazer um levantamento sobre a mudança de 27 linhas na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a parlamentar, este fato gerou inúmeras reclamações pelos mais de 10% de usuários que tiveram seu itinerário alterado sem o devido esclarecimento.

Foram abordadas ainda questões como extinção e fusão de linhas, falta de estrutura do sistema em horários de rush, situação de acordos firmados em licitações e reclamações levantadas junto aos usuários do sistema.

Santa Genoveva

Na audiência sobre o Aeroporto Internacional Santa Genoveva, o representante do Tribunal de Contas da União (TCU) em Goiás, Paulo Henrique Nogueira, e o superintendente da Infraero no Estado, Jucélio Alves, deram explicações sobre a paralisação das obras. A sessão foi realizada por iniciativa da deputada Isaura Lemos e contou com as presenças do deputado Samuel Belchior (PMDB) e de várias autoridades. 

Jucélio Alves explicou que a rescisão do contrato com a empresa responsável pelas obras foi determinada na Justiça por causa de um acerto de contas entre a Infraero e o consórcio responsável pela construção. De acordo com a Infraero, a obra do novo terminal dos passageiros do Aeroporto de Goiânia foi paralisada, por iniciativa do consórcio, em abril de 2007, em reflexo de retenções cautelares aplicadas pela Infraero.

A empresa pública afirma que as medidas foram tomadas visando ao atendimento da medida cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), que, dentre outros problemas, constatou o superfaturamento das obras. Assim, as negociações da Infraero e consórcio foram encerradas.
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