Carências no tratamento de queimaduras são ressaltadas em audiência pública
Participantes da audiência que, nesta quarta-feira, 25, discute a situação de pacientes vítimas de queimaduras, ressaltam principais pontos que devem ser observados para o desenvolvimento de políticas que beneficiem essas pessoas.
Segundo a diretora-geral do Núcleo de Proteção aos Queimados, Maria Thereza Sarto Piccolo, os principais problemas são encontrados no amparo que é dado aos pacientes após o tratamento da lesão em si. “A vítima de queimadura apesar de muitas vezes não adquirir uma deficiência que comprometa a função, sofre pelas consequências que a deformidade estética, comum a esses pacientes, traz, como a repulsa social e distúrbios psicológicos”, informou.
O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, Flávio Novaes, destacou que é preciso construir uma legislação que dê maior atenção aos pacientes vítimas de queimaduras e cobrou maior atenção quanto a reinserção e amparo às necessidades especiais destes pacientes. “Devemos garantir pelo Sistema Único de Saúde, não apenas o atendimento emergencial, mas sim todo apoio necessário, seja em material adequado, seja na disposição de equipe multiprofissional para tratar esse paciente.”
Na mesma linha de pensamento, o presidente da Federação Latino-Americana de Queimaduras (Felaq), Edmar Maciel, destacou a necessidade de atendimento ambulatorial adequado, com materiais para tratamento de queimaduras e, principalmente, apoio na reinserção do paciente com atendimento nutricional, de fisioterapia, psicologia, psiquiatria, enfermagem, pediatria, cirurgias estéticas, entre outros.
“Atualmente quem têm feito esse tipo de atendimento, que deveria ser assumido pelo Estado, são as organizações não governamentais, que desempenham papel fundamental ao paciente no tratamento após a cicatrização”, disse.
A audiência está sendo realizada na Sala Solon Amaral da Assembleia. O evento é de iniciativa do deputado Helio de Sousa (DEM), em parceria com o Núcleo de Proteção aos Queimados.