Arte e cultura
As mães que apresentarão seus trabalhos no saguão interno da Assembleia do dia 13 a 15 de outubro, por meio da exposição, participam de um projeto elaborado pelo Setor de Psicologia e Arteterapia sob a condução do psicólogo e arteterapeuta José Augusto de Sousa Carvalho.
“Os 18 trabalhos foram realizados a partir da reprodução de um quadro de um pintor desconhecido. Todos os trabalhos são uma reeleitura do quadro que serviu de modelo. O interessante é que nenhum quadro saiu igual ao outro, pois cada autora teve uma visão particular do mesmo motivo”, explica José Augusto.
Diferenças
O psicólogo e arteterapeuta também afirma que a ideia de fazer uma exposição com 18 quadros replicando um modelo foi de suma importância para colocar em pauta a questão da igualdade e da diferença entre os seres humanos.
”Por ocasião do nascimento de um filho com necessidades especiais as mães experimentam vários sentimentos: passam da resignação à culpa e da indiferença à superproteção".
As mães são vistas como diferentes e muitas vezes são vítimas da intolerância e preconceitos. José Augusto ressaltou que outro objetivo da exposição é usar a arte para afirmar que, quando se trata de espécie humana, o que interessa é a singularidade de cada ser.
“Só teremos de fato uma verdadeira sociedade quando pudermos respeitar a grande diversidade entre os cidadãos. Uma sociedade é boa quando há o respeito e tolerância pelas individualidades. Uma verdadeira subjetividade só é conquistada quando uma sociedade tão diversa propõe meios que garantam os direitos individuais de cada um.” O psicólogo concluiu reafirmando o papel da Assembleia como uma Casa democrática e igualitária. “A Casa goiana, que, por incumbência, faz as leis, mostra, ao abrigar esta exposição, a firme vontade de promover a igualdade entre os goianos no que tange ao direito e à defesa pelas individualidades.”