Para Betinha Tejota, desigualdade social reflete má distribuição de renda
O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010 foi divulgado quinta-feira, 4, pelo Programa nas Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no qual mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. Das variáveis consideradas pelo Pnud, a educação foi a área em que o País se saiu pior.
Para a presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Assembleia Legislativa, deputada Betinha Tejota (PSB), o maior problema é, na verdade, a distribuição de renda. “A partir do momento que a distribuição de renda não é igual, cria uma desigualdade que atinge a educação. Para tentar reverter essa situação, os recém-eleitos precisam dar condições de vida e de sobrevivência, investindo principalmente no potencial humano”, ressalta.
Segundo o relatório, houve um crescimento na oferta de vagas nas escolas, especialmente no ensino privado, mas nem sempre com a qualidade mínima desejável. Por isso, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT), acredita que agora o Brasil precisa efetivamente dar um salto no que se refere à qualidade da educação.
“Falta qualidade, por isso, é preciso investir nas políticas de educação e integrar todas as políticas públicas e os demais indicadores. O Brasil tem uma tradição oligárquica e esse histórico de opressão de uma pequena parcela reproduz em nossas políticas públicas e em nossas instituições que são voltadas para resolver mais os problemas dos ricos que dos pobres”, explica Mauro Rubem.
IDH
A partir deste ano, IDH foi feito com base em novos cálculos e variáveis, mas continuou estabelecendo a relação entre renda, saúde e educação. Com a nova metodologia, o IDH brasileiro foi de 0,699, numa escala de 0 a 1. Em 2009, com a metodologia antiga, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813.
De acordo com o relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.607, e a expectativa de vida, de 72,9 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.
Os cinco primeiros países colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.