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Subprocurador afirma que sistema penal penaliza só classes desfavorecidas

11 de Novembro de 2010 às 11:53
O subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, é o último palestrante desta quinta-feira, 11, no “Seminário em Direitos Humanos: Conjuntura e Perspectivas”. Wagner aborda assuntos relacionados às violações dos direitos humanos.

Segundo o subprocurador, o sistema penal brasileiro está falido. “As cadeias estão abarrotadas, existem milhares de mandatos a serem cumpridos, e a sociedade está desamparada”, pontuou.

De acordo com Wagner, quem paga essa conta são os excluídos e os demonizados, que vão para a cadeia e lá se tornam lixo. “Existem três níveis de penalizados, os excluídos, com os quais a sociedade pouco se importa; os demonizados, aqueles que, apesar de ter situação melhor que a dos excluídos, a sociedade se volta contra; e por fim os ricos e privilegiados, que na sua totalidade não são presos e o crime acaba prescrevendo”, destacou.

Wagner Gonçalves nasceu em Goiânia, onde foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes, em 1967, e atuou politicamente no movimento Ação Popular (AP). Em 1970, residiu nos Estados Unidos onde estudou inglês na University of San Francisco, na Califórnia.

É subprocurador-geral da República, exercendo suas funções junto ao Supremo Tribunal Federal, na área criminal. No Ministério Público Federal foi Coordenador Nacional de Defesa dos Direitos e Interesses Indígenas, da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (defesa do Patrimônio Público) e da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão (matéria penal e controle externo da atividade policial), além de procurador federal dos Direitos do Cidadão e corregedor-geral.
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