Déficit de Atenção
O deputado Doutor Valdir Bastos (PR) realizou na tarde desta quinta-feira, 2, uma audiência pública que discutiu o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA), no Auditório Costa Lima. A conferência foi realizada pelo neuropediatra doutor Lívio Francisco e pela psicóloga Raquel Gomes.
O que é TDAH?
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
A doença é chamada às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Ocorre em 3 a 5% das crianças, segundo dados retirado do site http://www.tdah.org.br. Em mais da metade dos casos, o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.
Para o doutor Lívio Francisco, inquietação, não conseguir ficar sentado mesmo durante as atividades que mais gosta, ficar constantemente disperso, desatento e dificuldade na escola são os principais sinais sobre o TDAH.
“Até 60% das crianças evoluem esse quadro para a vida adulta. Só que os sintomas e diagnósticos são diferentes como depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátrico”, comenta o doutor. Além disso, ele enfatiza que o TDAH é sim hereditário, e que a chance de a criança herdar esse quadro de um dos pais é de 75%.
Na escola
O doutor Lívio deixa clara a importância de, quando descoberto o quadro, os pais devem avisar a escola imediatamente. “É importante deixar a escola ciente porque ela rotula muito, como o menino que não quer saber de estudar é malandro. A escola também precisa identificar os motivos que levam a criança a manifestar algumas atitudes e também avisar os pais para que eles procurem tratamento para seu filho”, indicou.
Tratamento multifuncional
Segundo o palestrante, o tratamento deve ser multiprofissional, ou seja, não apenas com o pediatra, mas uma junção de várias funções que a ciência pode oferecer: pediatras, psiquiatras infantis ou adulto e neuropediatras.
“É importante que os pais estejam sempre atentos às ações de seus filhos para que o possível diagnóstico não seja apenas tratado, mas prevenido”, ressaltou doutor Lívio. Ele também afirma que o tratamento eficaz depende não só dos medicamentos, mas da mudança de comportamento.
“É um tratamento que deve ser feito de criança para casa, da casa para escola”, concluiu o palestrante. Descrições desde 1798 já mostraram que havia crianças que apresentavam o quadro de TDAH. O termo, porém, vem de 1980 e pode ser relacionado também apenas ao transtorno de desatenção ou apenas ao transtorno de hiperatividade.
O palestrante é pediatra formado pela Universidade Federal de Goiás, UFG, e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, além de ser pós graduado em neuropsiquiatria infantil pelo Hospital das Clínicas, HC, também da UFG.