Educação
A Assembleia Legislativa realizou nesta quinta-feira, 9, na Câmara de Vereadores de Goianésia, audiência pública com o intuito de debater temas relacionados à Educação. Foram abordados a violência de alunos contra professores e funcionários, dentro e fora das escolas, melhores condições de trabalho e planos de carreira dos servidores da Educação. Esta é a segunda vez que Goianésia sedia este debate, por iniciativa do deputado democrata Helio de Sousa, que presidiu os trabalhos.
Compuseram a Mesa da audiência a deputada Mara Naves (PMDB), representante do município na Assembleia Legislativa; os vereadores Altemar Carrilho, Abadia Duarte e Sebastião Ferreira; a sub-secretária Regional de Educação, Maria Umbelina; e os palestrantes Patrícia Nara da Fonseca Carvalho e Elder Alves dos Santos, professores do Colégio Estadual Jales Machado.
Deputados
Logo na abertura, o deputado Helio de Sousa ressaltou a importância dos governos, em todos os níveis, investirem em Educação. O parlamentar democrata lembrou que o Brasil, hoje, ocupa a 53ª posição no ranking dos países que investem em Educação.
Helio de Sousa enfatizou que esta é a segunda audiência pública que realiza com vistas a conquistar melhorias para a Educação no município de Goianésia, sua principal base eleitoral. A primeira aconteceu na Assembleia Legislativa, quando foram debatidos temas, como a necessidade dos professores terem um plano de cargos e salários, melhores condições de trabalho, especialmente de profissionais qualificados, e visando aumentar a segurança nas escolas, coibindo a violência de alunos contra professores.
O deputado democrata garantiu que serão realizadas quantas audiências forem necessárias, até que os educadores de Goianésia consigam ver atendidas suas reivindicações.
“Temos procurado contribuir nas Comissões, sobretudo de Educação e Cultura, e especialmente no Plenário, para que os professores tenham um salário compatível com o trabalho que desempenham”, afirmou a deputada Mara Naves (PMDB) ao utilizar da palavra na audiência pública que discute a Educação, na Câmara de Goianésia. A parlamentar enfatizou que Goianésia tem dado exemplo para o País nessa área da Educação.
Já Mara Naves lembrou que, em 2001, foi relatora da Lei de Diretrizes e Base (LDB) do Estado de Goiás. “Fizemos um trabalho árduo à época, promovendo várias audiências públicas, reuniões, palestras etc. para se chegar a um denominador comum. Felizmente, conseguimos significativos avanços na área da Educação, mas ainda temos muito a fazer, sobretudo em Goiás”, frisou.
E acrescentou: “por isso, vamos lutar para que o Governo Estadual que se inicia tenha vontade política para fazer um Plano de Cargos e Salários que venha reconhecer a importância do trabalho do educador, do professor”.
A parlamentar lembrou que aprendeu muito com os mestres, em Goianésia, e que é preciso que haja esse reconhecimento do trabalho do professor por parte do Poder Público. Cobrou também a aplicação dos 25% do Orçamento do Estado na Educação.
Vereadores
Os vereadores Altemar Carrilho (DEM), vice-presidente da Câmara de Goianésia, Abadia Delfino Duarte (PSDB) e Antônia Lacerda (PV) fizeram questão de fazer uso da palavra para cumprimentarem os deputados Helio de Sousa e Mara Naves pelo trabalho que realizam junto à Assembleia Legislativa em favor de melhorias na educação. Enalteceram, sobretudo, a iniciativa de se promover uma audiência pública, em Goianésia, para debater assuntos do maior interesse da área educacional, sobretudo dos professores.
Altemar Carrilho, Abadia Delfino e Antônia Lacerda reconheceram a importância das palestras ministradas durante a audiência, bem como do debate sobre esses temas que buscam, sobretudo, melhorias na Educação. E se colocaram à disposição, tanto dos deputados, como dos professores, para somar forças nessa luta pelas reivindicações colocadas no evento, que consideram oportunas e extremamente justas.
Educadores
Em sua palestra sobre violência nas escolas, o professor Elder Alves dos Santos conclamou os pais a terem uma participação mais efetiva na vida escolar de seus filhos. O professor lembrou que o Colégio Estadual Jales Machado, em Goianésia, promoveu uma reunião com pais de alunos, para debater essa questão da violência nas escolas, com dois especialistas que trouxe de outros Estados, e não conseguiu quorum para o evento, porque dos dois mil pais convidados, compareceram menos de uma dezena deles.
Elder Alves defendeu uma gestão democrática nas escolas, com participação de representantes de todos os órgãos que trabalham com crianças, adolescentes e jovens, a exemplo dos Conselhos Tutelares.
O professor está convicto de que, com uma gestão democrática se conseguirá, no mínimo, diminuir a violência nas escolas, que, hoje, cresce de forma significativa. “Violência não se vê de forma unilateral, ou seja, nas escolas, mas em nível de sociedade e até mesmo global”, frisou o palestrante. Ele conclamou os professores a meditarem no que eles podem fazer para minimizar a questão da violência nas escolas públicas.
Cargos e Salários
A importância do Plano de Cargos e Salários para os servidores na área de Educação, notadamente dos professores. Esse foi o enfoque da fala da professora Patrícia Nara da Fonseca Carvalho, do Colégio Estadual Jales Machado, de Goianésia.
Patrícia Nara salientou que a maioria dos estados brasileiros não cumpre o que diz a Constituição Brasileira, de que Educação deve ser tratada como prioridade de Estado. “A maioria dos professores, hoje, trabalha por amor à causa, praticamente como voluntário e ainda enfrentam falta de condições para exercer suas funções, principalmente estruturais, como cursos de qualificação e equipe de profissionais qualificados”, frisou.
Para a professora, não justifica os profissionais da Educação não terem um plano de cargos e salários que lhes dê dignidade e segurança financeira, “até porque a Constituição manda que sejam investidos no mínimo 25% do Orçamento público em educação”, enfatizou. A professora defende também, leis especiais para aposentadoria dos professores. Por fim, ela cobrou uma posição urgente do Poder Público.
Ainda, a professora Maria Umbelina, sub-secretária Regional de Educação, em Goianésia, cobrou respostas do Congresso Nacional e do Ministério da Educação (MEC), com relação a um Plano de Cargos e Salários, para que os estados e municípios tenham condições de fazer as devidas adequações. “Queremos saber, por exemplo, para qual professor é o salário de R$ 1.020,00. Precisamos de respostas seguras para que a valorização dos profissionais da Educação, aconteça nos estados e municípios”, frisou.
Maria Umbelina enfatizou que a Educação não deve ser uma preocupação apenas dos professores, mas de toda sociedade organizada. A sub-secretária adiantou que já convidou representantes de todos os segmentos, a exemplo do Ministério Público e Conselhos Tutelares, para um grande evento sobre Educação em Goianésia. A professora entende que o salário digno é a principal reivindicação do professor, para que não assuma uma pesada carga horária, a fim de se conseguir dinheiro para o sustento da família, mas, que tenha condições de tempo, para se preparar melhor para uma aula.
A subsecretária cumprimentou o deputado Helio de Sousa (DEM) pela iniciativa da audiência pública, bem como a deputada Mara Naves (PMDB), pela sua luta em defesa de uma Educação de qualidade e de um salário digno para os professores.