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Audiência sobre educação no campo é aberta na Assembleia

01 de Junho de 2011 às 11:54
Acaba de ser aberta, no Auditório Costa Lima da Assembleia, audiência pública proposta pela Comissão de Direitos Humanos, que debaterá sobre "Educação no Campo". A Comissão é presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT).

O objetivo do encontro é discutir a educação no campo, visando dar andamento a medidas, como o projeto de lei cuja proposta é para que haja escolas voltadas para o campo e no campo, facilitando o acesso dos alunos, ou seja, evitando a dificuldade de locomoção enfrentada por eles.

Compõem a mesa da audiência além do deputado Mauro Rubem; o coordenador-geral de educação no campo, representante do Ministério da Educação, Antônio Lídio de Mattos Zambom; o representante do Mistério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Edílson Coelho Almeida; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação (CAO-EDU), Simone Desconsi de Sá Campos, representante do Ministério Público; o representante da Universidade de Brasília (UnB), João Batista de Queiroz;  e o representante do Comitê de Educação no Campo do Estado de Goiás, Antônio Pereira de Almeida.

Zambom defende a importância da existência da escola no campo alegando que ela possui a característica de respeitar as peculiaridades de cada comunidade. “Quando tratamos de população rural, estamos falando de uma população que possui uma grande diversidade e costumes característicos. A escola presente em sua região respeita muito mais essas características do que se retirarmos o aluno de lá e o levarmos para uma escola urbana. É preciso criar modelos de educação voltados para cada realidade.

Edílson Almeida disse ser importante colocar em prática o Decreto Federal nº 7.352/10, que estabelece a Política de Educação do Campo. Ele destacou que, há muito tempo, o Brasil carecia de uma legislação sobre o assunto. “Antes do Decreto a legislação existente não tinha a amplitude necessária para garantir que a questão fosse realmente levada adiante. Este Decreto facilita isso na medida em que permite que essas políticas sejam desenvolvidas em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios. Porém apesar de aprovado falta agora tirá-lo do papel.”
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