Celio Campos diz que cancelamento de empréstimo à Celg prejudicou contas
Respondendo questionamentos do deputado Luis Cesar Bueno (PT), o ex-secretário da Fazenda Célio Campos explica que a Celg era um dos maiores contribuintes do Tesouro Estadual e, de uma hora para outra, deixou de recolher R$ 42 milhões. Por isso, o saldo negativo de mais de R$ 500 milhões deixado pelo governo foi consequência do cancelamento do empréstimo que seria concedido à empresa pelo Governo Federal.
Célio Campos esclarece também que R$ 60 milhões que o Estado destinou à Saneago eram contrapartida de investimentos que teriam de ser feitos na empresa, exigida pelo Governo Federal para que o Estado recebesse recursos do PAC.
Quanto ao cumprimento de metas fiscais, Célio Campos explica que, das seis metas estipuladas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), duas são importantes. E destas, o governo não cumpriu uma devido à frustração da receita da Celg. "Como o Estado não recebeu os recursos, não cumpriu."
Em relação à folha dos servidores, Campos afirma que o governo pagou uma parte, contando com a arrecadação do Estado até o dia 10 de janeiro para a quitação do restante.
Célio Campos reafirmou que déficits nas contas de qualquer Estado são normais. "Dificilmente o governo vai conseguir fazer investimentos e manter as contas equilibradas, principalmente se não tiver recursos do governo federal", disse.