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Promotor de justiça diz que ausência do semiaberto em Goiás é problema grave

01 de Outubro de 2013 às 09:55

Em sua fala inicial na CPI da Segurança Pública, o promotor de justiça coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal, Vinícius Marçal Vieira, afirma que a ausência do regime semiaberto é um grande problema no Estado de Goiás, pois não existem colônias agrícolas, que são os locais ideais para que se cumpra este tipo de pena.

Ele diz que crimes "extremamente graves", como roubo e tráfico de drogas, têm sido punidos com o regime semiaberto, mas a pena não é cumprida como deveria. 

Segundo o promotor, no Brasil, existe a cultura da "pena mínima", que leva traficantes condenados a cinco anos de prisão no semiaberto ficarem, neste regime, no máximo, 1,6 ano, devido a brechas na lei.

Vinícius Marçal sugere ainda que seja proibido o comércio de sucatas de veículos, pois isso estimula o roubo de carros para montagem de clones, como aconteceu no caso da Polyanna Borges Arruda, publicitária assassinada em Goiânia em setembro de 2009 durante assalto.

Ele também apresenta sugestão para acabar com a entrada de objetos em presídios durante visitas. Em sua opinião, em vez dos visitantes, o preso é que deveria ser revistado, após sair do encontro.

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