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Federalização de crimes

30 de Abril de 2014 às 09:47
Crédito: Carlos Costa
Federalização de crimes
Audiência com o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça
Mauro Rubem deixa audiência pública com o ministro Jorge Mussi esperançoso de que IDC-3 será aprovado em breve pelo STJ.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Mauro Rubem (PT) teve audiência com o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relator do Incidente de Deslocamento de Competência nº 3 (IDC-3), nome técnico do processo de federalização de investigações e julgamento de crimes ocorridos em Goiás. Ele deixou o encontro esperançoso de que o IDC-3 será aprovado em tempo oportuno pelo STJ.

Mauro Rubem esteve acompanhado da vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, que representou o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), bem como de familiares de vítimas de crimes que provocaram a iniciativa do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a protocolizar o IDC-3 junto ao STJ.

Jorge Mussi deixou a todos que participaram da audiência com ele esperançosos de que a federalização de investigações e julgamento de crimes ocorridos em Goiás será aprovada pelo Pleno do STJ ainda neste ano.

“O ministro Jorge Mussi, que já conhecia bem a maioria dos crimes que redundou no IDC-3, ficou mais sensibilizado ainda com o relato dos familiares de vítimas e assumiu o compromisso de fazer a devida agilização da votação desse processo. Com certeza, essa decisão será muito importante na reestruturação do estado democrático de direito em Goiás”, frisou Mauro Rubem.

O deputado disse que com a federalização aprovada pelo STJ reinicia um processo de investigação desses crimes e, até mesmo, de novos julgamentos.

Participaram da audiência, também, o coordenador do Centro de Referência em Direitos Humanos Padre Burnier, Eduardo Mota; Eronildes da Silva Nascimento, viúva de Pedro Nascimento, morto na tragédia do Parque Oeste Industrial; o filho do radialista Valério Luiz (assassinado na porta da rádio onde trabalhava), Valério Luiz Filho; o irmão do advogado assassinado David Sebba, Pedro Ivo Sebba; a mãe de Célio Roberto de Sousa, desaparecido após abordagem da Rotam em 2008, Maria Aparecida dos Santos; a mãe de Warley da Silva, desaparecido, Joana D’Arc; Lucinete Rodrigues Silva, irmão de Cleiton Rodrigues Silva, desaparecido; e advogados de vítimas e do CRDH Padre Burnier.

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