“Famílias devem frequentar o ambiente escolar”, ensina presidente de sindicato das escolas particulares
Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe), representante do Conselho Estadual de Educação e representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia, professor Flávio Roberto de Castro, critica a falta de interesse dos pais na vida escolar dos filhos. A afirmação foi feita na audiência pública que discute segurança nas escolas goianas, evento que está sendo realizado na manhã desta terça-feira, 31, na Assembleia Legislativa de Goiás.
“A participação da família nas escolas é fundamental. A comunidade precisa participar. Uma família que não participa da vida escolar do seu filho não sabe o que ocorre na escola e isso tira sua autoridade. O hábito dos pais de frequentar a escola garante que casos como da Escola Goyases não ocorram mais”, afirma.
De acordo com ele, é preciso que as escolas se adaptem à nova geração. “Os instrumentos que eles têm são diferentes dos nossos. Há muita informação, muita dinâmica. Ninguém aguenta ficar seis horas escutando um professor falar. As coisas têm que mudar para a educação melhorar.”
O educador diz que a escola não consegue se comunicar com os alunos. "Quem pauta o Ensino Médio é o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho do estudante e serve como critério para ingresso no Ensino Superior). Hoje trabalhamos em função de algo. Nós podemos até ter um discurso bonito de que estamos preocupados com a formação dos nossos filhos. Mas, não, nós queremos que os alunos trabalhem”, discorreu.
Para ele, o ensino brasileiro está falido. “Enquanto nós não mudarmos os parâmetros da base curricular brasileira nada vai melhorar na educação”, sustenta.
O professor afirma que o bullying deve ser discutido nas salas, nas escolas e na família, e prega maior interação entre pais e filhos. “Precisamos de menos conversa e mais ação, senão vamos ficar discutindo nos momentos das tragédias e não haverá solução. Temos uma sociedade de filhos órfãos, muitos pais não olham para seus filhos, não dão atenção a eles. Daí eles vão procurar o pai na rua, que é o álcool, as drogas, o traficante”, disse.
A reunião discute a segurança nas escolas do Estado e também o projeto que propõe instalar detectores de metal nas escolas.