Tem início debate sobre vagas de UTI em Goiânia
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) deu início na manhã desta segunda-feira, 6, a audiência pública para debater a questão das vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), em Goiânia. O deputado Marlúcio Pereira (PSB) foi o propositor da reunião que ocorre no Auditório Solon Amaral.
Estão compondo a mesa de trabalhos, além do deputado Marlúcio Pereira na presidência: Cleudes Bernardes da Costa Baré, titular da Superintendência de Acesso a Serviços Hospitalares e Ambulatoriais (SUPRASS); Haikal Yaspers Helou, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (AHPACEG); Luíz Edgar Tolini, secretário Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia; e Ricardo Furtado Mendonça, diretor técnico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
Marlúcio afirma que essa situação é vivenciada há 25 anos. “Já estou no sexto mandato e a situação das UTIs continua a mesma história. A Casa de Leis não pode ficar de braços cruzados. Queremos sair dessa audiência com a resposta do Poder Público. Por que as pessoas estão morrendo todos os dias por falta de UTI?”, disse.
Segundo ele, parece que as coisas estão piorando muito ultimamente. "Nossa iniciativa foi para trazer autoridades ligadas à área da saúde para nos trazer respostas, pois todos os dias nós recebemos demandas e mais demandas da população.”
Ainda na abertura, Marlúcio disse que não se pode permitir que pessoas morram na fila de uma UTI enquanto as unidades podem estar sendo reguladas de forma irregular. Afirmou que é preciso sair daqui hoje com encaminhamentos que mudem essa realidade.
“Tivemos acesso a dados preocupantes, são números expressivos. O Estado fez um trabalho de ampliar leitos dos hospitais e aplicar também em UTIs. Foram detectadas UTIs com equipamentos desabilitados. Há leitos ocupados por pacientes particulares, sendo que são leitos separados para o SUS”, afirmou o deputado.
Situação das UTIs em Goiás
Sabe-se que a falta de UTI em Goiânia está causando transtorno para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a Capital possui 732 leitos de UTI do SUS, sendo 290 leitos da rede própria da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). Os demais são da rede conveniada e filantrópica, todos eles regulados pelas secretarias municipais de Saúde ou pelo complexo regulador estadual.
Espera-se mais 15 leitos de UTI, dos quais 5 em Goianésia e 10 em Quirinópolis. Três hospitais estão com obras adiantadas, nos municípios de Uruaçu, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás, com previsão de abertura de outras 100 vagas de UTI. No Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), em uma segunda etapa de funcionamento, há previsão de abertura de mais 40 leitos, seguindo planejamento da SES.