“Dos 722 leitos, 166 não eram utilizados por usuários SUS”, diz superintendente da Suprass
Durante audiência que debate a situação de vagas em UTI em Goiânia e em Goiás, o titular da Superintendência de Acesso a Serviços Hospitalares e Ambulatoriais (Suprass), Cleudes Baré, fez uso da palavra para representar o secretário de Saúde, Leonardo Vilela. “Quando assumimos a Pasta, deparamos com os constantes reclames dos usuários. Havia uma grande demanda de usuários em busca de atendimento na rede de urgência e emergência e mesmo assim nós não conseguíamos dar isso aos pacientes por mais que nos esforçássemos ao máximo.”
“Dessa forma, fomos até o Ministério da Saúde em busca da habilitação de novos leitos em Goiás. Fomos informados que aqui havia uma baixa ocupação de leitos. Relatamos isso ao secretário de Saúde e pedimos para que pudéssemos fazer uma avaliação in loco para descobrirmos, através de um Grupo Condutor, quantos leitos estavam cadastrados”, explicou.
Segundo Baré, após a inspeção foi detectado que dos 772 leitos, 166 não eram utilizados pelos usuários SUS. “Durante o período de 60 dias foram feitas avaliações dentro dessas unidades hospitalares. Trabalhamos com muito afinco para levar essas informações aos secretário estadual de Saúde que, a partir dali, buscou soluções junto ao Ministério Público Estadual.”
Segundo o superintendente, há leitos suficientes para atender a população. "Mas é inadmissível que nós nos calemos diante da realidade em questão. É por isso que estamos trabalhando com todas as Secretarias Municipais de Saúde”, finalizou.