“UTI é problema crônico no Brasil”, afirma secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia
Na reunião pública que debate a situação das UTIs de Goiânia e região Metropolitana, o secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia, Luíz Edgar Tolini, falou de suas experiências na área da saúde naquele município. “Esse não é um problema novo, ele existe desde sempre. Desde a criação do SUS vivemos isso. UTI não é a panaceia, não vai dar vida aos pacientes, mas dá um tratamento digno às pessoas. Fui plantonista no Hugo e fiz bloqueio em pacientes sentados no chão. Hoje a realidade é outra. Temos que mudar isso. Saúde pública não tem preço, tem custo”, disse.
Ele traz dados para ressaltar a situação precária da saúde brasileira. “Nós temos 22 mil leitos no Brasil e uma deficiência de cerca de 20%. São 4 bilhões para se poder habilitar esses leitos. Essa bagatela é quatro vezes maior do que a situação de Aparecida de Goiânia. O custo é grande mesmo, 25% vem do Estado, 25% do município e 50% do Governo Federal”, afirmou.
Luiz Edgar destacou ainda que em Aparecida de Goiânia já se tem 40 leitos reformados, porém, menos de 30 estão funcionando. “Precisamos dar uma nova modelagem na saúde de Aparecida de Goiânia. Enquanto não tivermos leitos de UTI estou tentando melhorar as condições de trabalho das UPAs (Unidades de Pronto atendimento)”, explicou.
Por fim, ele contou que a cidade de Goiânia cortou todos os incentivos e complementos que tinham para que pudessem fazer cirurgias dignas. Mas, segundo ele, esses problemas não se restringem ao Estado de Goiás, mas em todo o País. “Aparecida tem tentado cumprir tudo. Todas as verbas devem vir da mesma forma. No Brasil, a UTI é um problema crônico. Na Bahia, por exemplo, faltam mais de 800 leitos”, finalizou.
A audiência é relizada na manhã desta segunda-feira, 6, no Auditório Solon Amaral da Casa de Leis.