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Vagas em UTI

06 de Novembro de 2017 às 11:37
Crédito: Carlos Costa
Vagas em UTI
Audiência pública sobre vagas em UTI
Por iniciativa do deputado Marlúcio Pereira, audiência pública foi realizada na manhã desta segunda-feira na Assembleia Legislativa para debater o tema. O debate mobilizou representantes da área.

A Assembleia Legislativa, sediou durante a manhã desta segunda-feira, 6, por iniciativa do deputado Marlúcio Pereira (PSB), audiência pública para debater a questão das vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), em Goiânia. O evento foi realizado no Auditório Solon Amaral, da Casa de Leis.

Compuseram a mesa da audiência, além do deputado Marlúcio Pereira, Cleudes Bernardes da Costa Baré, titular da Superintendência de Acesso a Serviços Hospitalares e Ambulatoriais (SUPRASS); Haikal Yaspers Helou, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (AHPACEG); Ricardo Furtado Mendonça, diretor técnico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo); e o secretário municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, Luiz Edgard Toline.

Marlúcio destacou em sua fala, que a situação da falta de vagas na UTI é vivenciada há 25 anos. “Já estou no sexto mandato e a situação das UTIs continua a mesma história. A Casa de Leis não pode ficar de braços cruzados”, afirmou o deputado.

O parlamentar enfatizou que teve acesso a dados preocupantes, com números expressivos. “O Estado fez um trabalho de ampliar leitos dos hospitais e aplicar também em UTIs. Foram detectados UTIs com equipamentos desabilitados. Há leitos ocupados por pacientes particulares, sendo que são leitos separados para o SUS”, afirmou Marlúcio.

Já o titular da Suprass, Cleudes Baré, abordou sobre as mudanças realizadas à frente da Secretaria. “Fomos informados que aqui havia uma baixa ocupação de leitos. Relatamos isso ao secretário de Saúde e pedimos para que pudéssemos fazer uma avaliação in loco para descobrirmos, através de um Grupo Condutor, quantos leitos estavam cadastrados”, explicou.

Segundo Baré, após a inspeção foi detectado que dos 772 leitos, 166 não eram utilizados pelos usuários SUS. “Durante o período de 60 dias foram feitas avaliações dentro dessas unidades hospitalares. Trabalhamos com muito afinco para levar essas informações ao secretário estadual de Saúde que, a partir dali, buscou soluções junto ao Ministério Público Estadual.”

O secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia, Luíz Edgar Tolini, falou de suas experiências na área da saúde naquele município. “Esse não é um problema novo, ele existe desde sempre. Desde a criação do SUS vivemos isso. UTI não vai dar vida aos pacientes, mas dá um tratamento digno às pessoas. Fui plantonista no Hugo e fiz bloqueio em pacientes sentados no chão. Hoje a realidade é outra. Temos que mudar isso. Saúde pública não tem preço, tem custo”, disse.

Haikal Helou destacou a importância da audiência por se tratar de um tema fundamental para a sociedade, no entanto, que é pouco discutido. "Hospital morre em silêncio. Muitos hospitais acabaram em Goiânia e as pessoas não percebem. Uma das maiores dificuldades para explicar para as pessoas é que hospitais são negócios, não é sacerdócio”, afirma.

Por último, Ricardo Furtado tratou sobre as mudanças que ocorreram no Hugo durante os últimos anos. “Esse hospital, que foi criado para atender urgências e emergências, estava atendendo casos simples como dores abdominais. Após passar por uma grande mudança, o Hugo, que hoje é gerenciado por uma organização social, cresceu e aumentou seu número de leitos. De 235 leitos passou para 407. Somos o maior hospital do Estado”, relatou o dirigente.

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