Tem início audiência sobre ideologia de gênero na Base Nacional Curricular
Por iniciativa do deputado Francisco Jr. (PSD), tem início na manhã desta terça-feira, 7, audiência pública para debater a ideologia de gênero na base nacional comum curricular. O encontro ocorre no Auditório Solon Amaral.
Francisco Jr. preside a mesa de trabalhos, que é composta ainda pelos deputados Simeyzon Silveira (PSC) e Jeferson Rodrigues (PRB), o advogado, mestre em filosofia pela FFLCH/USP, procurador da Universidade de São Paulo (USP), Rodrigo Pedroso, o doutor em Ciências Políticas (Université de Liège-2005) Jean Marie Lambert, e a médica mastologista Jordana Bessa.
Francisco Jr. fez um breve histórico do tema que será debatido na audiência. Disse que hoje, com o crescimento das redes sociais e a facilidade de acesso às redes, todos os dias as pessoas recebem um bombardeio de informação. "Recebemos as facenews e não estamos mais sabendo o que vem ocorrendo no país verdadeiramente.”
O deputado lembrou que, recentemente, houve uma mobilização no país inteiro na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). "Foi a primeira vez de grandes articulações sobre a questão da ideologia de gênero. Na votação foi retirada, porém, pouco tempo depois fomos surpreendidos com os mesmos textos ocupando lugar nos planos de educação”, contou.
Segundo ele, após essa situação começaram a lutar contra a ideologia de gênero. “Naquela época eu procurei o governador Marconi Perillo (PSDB) e entreguei para ele um documento dizendo que não queríamos aquilo em Goiás. Ele nos afirmou que o Plano de Educação deveria ir para a Assembleia sem essas pontuações”, explicou.
O problema, disse Francisco Jr., é que as pessoas de bem que defendem a família foram surpreendidas com tudo isso de novo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Toda artimanha que existe para destruir a família não será feito de forma transparente. Por que algo que a maioria da população brasileira não quer está tendo tanta força?”, questionou.
Francisco Jr. citou a situação da exposição de arte do Banco Santander recentemente. “Fiz uma nota de repúdio que foi apoiada por diversos deputados. O Banco Santander pediu desculpas para nós pessoalmente. Porém, no Brasil a minoria está bem organizada, estamos aqui em nome da maioria. Essa audiência está ocorrendo para que a maioria brasileira consiga compreender essa situação errada”, afirmou.
De acordo com ele, a intenção da audiência hoje é dar informação de qualidade à população, a partir do debate com especialistas. “Se quero me organizar e me posicionar eu preciso entender o que é. Então, precisamos de informação de qualidade. Não dá pra debater um conteúdo desse apenas em notinhas de WhatsApp. Só se houver fontes e pesquisas embasando o conteúdo.”
Por fim, ele afirmou que estamos em um Estado Democrático e "se é democracia é normal que a maioria decida". Para ele é fundamental que as pessoas possam se posicionar.
Palestrantes:
Rodrigo Pedroso
Advogado graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mestre em filosofia pela FFLCH/USP, procurador da USP e membro do Centro de Estudos de Direito Natural José Pedro Galvão de Sousa.
Jordana Bessa
Graduação em Medicina (Faculdade de Medicina da USP), residência médica em Ginecologia e Obstetrícia e residência médica em Mastologia (Faculdade de Medicina da USP). Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), título de especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, médica voluntária no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
Jean Marie Lambert
Graduação em Direito pela Universidade Católica de Goiás (1980), mestrado em Direito Internacional (Universite Libre de Bruxelles-1983), doutorado em Ciências Políticas (Université de Liège-2005), pós-doutorado em Ciência da Religião na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).