Doutor em Ciências Políticas apresenta aula sobre a propagação da ideologia de gênero
Graduado em Direito pela Universidade Católica de Goiás (1980), mestre em Direito Internacional (Universite Libre de Bruxelles-1983), doutor em Ciências Políticas (Université de Liège-2005), pós-doutor em Ciência da Religião na PUC-GO, Jean-Marie Lambert falou sobre a ideologia de gênero e seus mecanismos de propagação.
Ele disse que o Brasil, historicamente, é um país que olha mais para fora do que para dentro, infelizmente. “Vou tentar mostrar como uma ideologia é enfiada goela a baixo e como aqui no Brasil as bases curriculares moldam a cabeça de uma geração estudantil com as exigências de um projeto global. No caso da ideologia de gênero o pivô são a Organização das Nações Unidas (ONU) e a maquinaria dos Direitos Humanos. O ambiente da ONU molda os princípios de internacionalização desses modismos”, explica.
Segundo ele, a ONU não é neutra e o que persiste são as forças políticas. “Vão introduzir uma série de mecanismos internacionais para controlar. Aqui na terra o que prevalece são as relações de forças. Essa dimensão perpassa todas as engrenagens internacionais da ONU. Ela é mais um diretório dos poderosos sobre os assuntos do mundo. Mas, para cumprir com sua função, que é manter a paz entre os países, ela é o maior fórum de debate universal.”
Sobre a ideologia de gênero, o professor afirma que um momento chave para compreender a situação é a 4ª Conferência Mundial Sobre a Mulher, que ocorreu em Pequim no ano de 1995. “Judith Butler implementa a ideologia de gênero e a ONU defendeu essa tese colocando-a na Agenda 21. A partir daí foi implantada essa ideia nas novelas, nos programas de TV do mundo todo, inclusive do Brasil.”
De acordo com Jean-Marie, na década de 1990, a filósofa estadunidense Judith Butler publicou seus livros, e quem transformou isso em plano de ação política foi Bella Abzug (advogada, líder feminista e política estadunidense). “Uma foi para o lado teórico e outra colocou em ação.”
Ele cita tese Malthusiana, desenvolvida por Thomas Robert Malthus (1766-1834), um clérigo anglicano britânico, iluminista, além de intelectual influente em sua época, nas áreas de economia política e demografia. “Ele afirmava que as pessoas precisavam parar de fazer filhos pois não ia ter alimento suficiente para todos, pois a produção não sustentava isso”, elucida.
“Não eduquei meus filhos nesse caos mental. Juro que não quero esse tipo de desorientação para os meus netos. Os princípios paternos estão no fundo do coração. Quero conclamar o Brasil de bom senso para proclamar o Brasil de espírito a avisar a ONU que a casa (o Brasil) já tem dono”, finalizou.