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Fórum do Setor Energético

27 de Novembro de 2017 às 12:12
Crédito: Denise Xavier
Fórum do Setor Energético
Reunião do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado
Deputado Simeyzon Silveira coordenou nesta sexta-feira, a 15ª Reunião do Fórum, que teve como destaque projeto para tornar viável a produção de energia eólica no Estado de Goiás.

Projeto inovador de uma empresa goiana em parceria com Instituto Senai de Tecnologia em Automação Industrial (IST) para tornar viável a produção de energia eólica em Goiás foi destaque da 15ª reunião oficial do Fórum do Setor Energético. A apresentação desta iniciativa vem ao encontro do trabalho realizado pelo Fórum no fomento a matrizes energéticas sustentáveis para complementar a matriz hidráulica do Estado. Esta plataforma de debates é presidida pelo deputado Simeyzon Silveira (PSC).

O parlamentar, que está à frente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa, presidiu na manhã desta sexta-feira, 24, mais um encontro oficial que, além dos membros, contou com a presença de novos investidores da área em Goiás. A reunião ocorreu no auditório da Celg Geração e Transmissão, no setor Jardim Goiás, e teve como anfitrião o vice-presidente da Companhia, Humberto Tannús.

Os diretores técnico e administrativo da WS Indústria, Vinícius Jorge Neves e Gabriel Carvalho, apresentaram um projeto de micro centrais de geração e distribuição de energia eólica para aplicação industrial e residencial. O objetivo segundo eles é desenvolver um aerogerador de eixo vertical (AEV) com rendimento até 40% maior que o convencional, que possa ser usado em regiões de baixa incidência de vento.

De acordo com Vinícius Jorge, a iniciativa promete mudar um cenário que, por muito tempo, não era considerado viável. Ele explica que, com a tecnologia adequada, há sim viabilidade de produção energética eólica local, já que o mapa de ventos de Goiás é semelhante ao de locais de regiões litorâneas como o Estado da Bahia.

O projeto, que se encontra em fase de conclusão, atraiu a atenção de diversas instituições presentes na reunião. A iniciativa da WS Indústria em parceria com Senai abre espaço para que mais uma fonte energética limpa seja potencializada a fim de complementar a matriz hidráulica de Goiás.

Primeira vez em uma rodada de discussões do Fórum do Setor Energético, o coordenador da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) da Eletrobrás, Ricardo Ferreira, disse que todo esse caráter de pioneirismo e ineditismo das iniciativas que o Estado tem feito servem de motivação para ações do Governo Federal. “Goiás está sempre na vanguarda de projetos inovadores na área de setor habitacional e energético do País”, ressaltou.

Já o engenheiro eletricista e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Enes Gonçalves, que é membro do Fórum, apresentou este modelo de discussões permanente a Israel, no Oriente Médio. Ele esteve recentemente em uma missão empresarial que levou àquele país uma delegação brasileira; uma parceria da Câmara Brasil- Israel de Comércio e Indústria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg). A experiência dele em todas as visitas técnicas feitas em Israel foi compartilhada com os outros membros no encontro de hoje. 

Dados técnicos

O diretor técnico-comercial da Celg GT, Augusto Francisco da Silva, realizou explanação sobre os avanços da Companhia em relação às usinas hidrelétricas e fotovoltaicas. Segundo ele, a carteira de investimentos em novos projetos de geração hidrelétrica é composta atualmente por 31 empreendimentos de curto, médio e longo prazos, com potência total instalada de 628 MW e participação da Celg GT em 122 MW.

“São quatro inventários hidrelétricos concluídos e aprovados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); viabilidade de uma usina hidrelétrica (UHE) maior que 50MW; cinco projetos básicos de UHE menor que 50MW; 18 projetos básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s); ampliação da PCH Rochedo (9MW); e duas Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) em avaliação.

Augusto Francisco também anunciou novos investimentos da Companhia em geração de energia elétrica por meio de sistema solar fotovoltaico. Ele disse que está prevista a construção de seis usinas com potência instalada de 5 MW cada, totalizando 30 MW; conexão em subestações da Celg GT e aproveitamento de áreas de terrenos existentes. As subestações escolhidas são as seguintes: Planalto (Morrinhos – GO), Palmeiras (Palmeiras – GO), Itapaci (Itapaci – GO), Pirineus (Anápolis – GO), Carajás (Goiânia – GO) e Firminópolis (Firminópolis – GO).

Já Alberto Jobom, engenheiro da Saneago, fez uma abordagem sobre o aproveitamento energético da Barragem do Ribeirão João Leite, que segundo ele tem capacidade de produção de 4 m3/s e de atendimento a 3 milhões de pessoas. “Cota topográfica mais elevada; turbo-bombas; turbina 300 kW da vazão ecológica; possibilidade de retirada de carga na ponta; tarifa mais barata e utilização de turbina para quebra de pressão no booster estão entre as suas vantagens energéticas”, elencou.

Continuação dos trabalhos

Como o Fórum não interromperá a busca e o acompanhamento de políticas públicas para energia solar, essa reunião contou mais uma vez com a presença da Superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos (Secima), Danúsia Arantes.

A superintendente informou que, dentre as atividades de trabalho que serão realizadas nos próximos dias, está um encontro com prefeitos goianos para a apresentação do Goiás Solar, no intuito de que o programa seja municipalizado. Em Goiânia, por exemplo, a iniciativa já se encontra com respaldo do vereador Oséias Varão (PSB), que esteve presente no evento para declarar o apoio dele à implementação de medidas semelhantes na Capital.

Ainda sobre a continuidade das atividades, o deputado Simeyzon elucidou que a Secima já trabalha para o próximo ano a confecção de uma legislação que contemple outras matrizes energéticas como biomassa, biogás e eólica, já que muitos avanços foram conquistados para a produção de energia elétrica no Estado por meio de sistema solar fotovoltaico. O parlamentar informou que, para tanto, ao longo do dia 4 de dezembro, serão realizadas reuniões com membros do Fórum, as quais serão divididas por segmento.

 
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