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Secretário do Ambiente de Portugal explica como seu país virou referência na gestão de resíduos

23 de Março de 2018 às 10:30

A Assembleia Legislativa (Alego) está realizando, na manhã desta sexta-feira, 23, audiência pública sobre Resíduos Sólidos e Extinção dos Lixões. A iniciativa é do deputado Wagner Siqueira (MDB) e tem como convidado especial o secretário de Estado do Ambiente de Portugal, Carlos Martins, que ministra palestra sobre o assunto. A atividade está sendo realizada no Auditório Costa Lima.

Em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, Carlos Martins destacou que Portugal atualmente está em uma nova mudança de paradigma. Segundo ele, seu país teve o momento de passar do lixão para uma gestão ambientalmente correta dos resíduos. Depois, explica, passou para uma segunda fase, na qual se deixou de pensar nestes materiais como sendo resíduos, mas sim como materiais que podem ser valorizados e transformados, por exemplo, em fontes de energia elétrica, como é o caso do próprio biogás.

"E, atualmente, estamos em uma nova fase na qual queremos afastar definitivamente a palavra resíduos de nosso dia a dia e tratar esse material como origem de recursos do futuro”, explicou o secretário.

De acordo com Martins estes recursos seriam fontes alternativas para empresas do futuro que são, segundo ele, as empresas da reciclagem. Ele afirma que as matérias-primas virgens não suportarão a demanda para o modelo de desenvolvimento se a sociedade continuar a explorá-las nos moldes atuais.

"Portanto, principalmente a Europa, que não é um continente muito rico nestes recursos, está totalmente empenhada em mudar nossa maneira de consumir, na qual o descarte era destino final dos produtos. Agora, entendemos que temos que prolongar a vida útil destes materiais, nem que seja transformando-os em componentes diferentes, para que possam nos dar melhor qualidade de vida”, disse.

O secretário informou que foram estas três etapas as quais Portugal percorreu para que hoje seja referência na gestão de resíduos. Ele contou que em cinco anos foram eliminados todos os lixões. "Temos 308 municípios e tínhamos 346 lixões e hoje somos considerados um caso de referência pois vencemos esse primeiro desafio dos lixões. Ao fim de seis a sete anos já tínhamos as metas da União Europeia cumpridos e hoje estamos buscando metas mais exigentes. Estamos confiantes de que a partir de 2025 só chegue aos nossos aterros sanitários 10% dos resíduos que geramos, portanto, 90% será valorizado como novos materiais ou mesmo energia”, finalizou.

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