Aidar levanta suspeita de fraude na licitação do transporte de Goiânia
A bancada do PT suspeita que o processo licitatório para o transporte coletivo de Goiânia foi fraudulento e levanta diversas questões que, na avaliação do deputado Humberto Aidar, não foram respondidas pela Prefeitura de Goiânia.
Entre os questionamentos do parlamentar estão: "Por que 47 empresas desistiram de um negócio de mais de 7 bilhões de reais, com lucro de 6 milhões por mês? O que aconteceu com outras empresas de ônibus do Brasil que abriram mão de investir R$ 200 milhões para movimentar quase R$ 2 bilhões? Era necessário este aumento de R$ 0,20? O usuário vai pagar para as empresas fazerem os investimentos? Por que a Cootego optou pelo pior lote e por que as empresas do Setransp não se dispuseram a disputar esse lote?".
Aidar lembrou ainda que as empresas que venceram a licitação vão assinar um contrato de 20 anos, prorrogável por mais 20. "Ao todo serão 72 anos de domínio do transporte coletivo em Goiânia. E o usuário vai continuar mais 40 anos aguardando uma solução para o transporte. Quem sabe em 2048, quando muitos já estarão mortos, alguma mudança poderá acontecer?".
Das 51 empresas que adquiriram o edital da licitação do transporte coletivo de Goiânia, apenas quatro apresentaram propostas, que foram homologadas na segunda-feira pela Prefeitura de Goiânia. Estas empresas já operam o sistema, que movimenta R$ 30 milhões por mês, e apresentaram propostas para lotes diferentes. "E ainda é concedido um aumento de 0,20 na tarifa. Isto é uma mãe de licitação", criticou Humberto Aidar.