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Assembléia pode passar a legislar sobre tributos e orçamento

17 de Março de 2008 às 11:40
Wagner Guimarães quer independência do Legislativo para legislar sobre assuntos tributários e orçamentários, retirando a exclusividade do Executivo em tratar desses temas. O deputado aproveita as discussões sobre a adequação constitucional e lembra que outros parlamentos estaduais já legislam sobre esses casos.
Aproveitando as discussões da adequação da Constituição Estadual, o deputado Wagner Guimarães (PMDB) estuda apresentar um projeto de emenda à Carta goiana que retira da competência exclusiva do governador a iniciativa de legislar sobre assuntos tributários e orçamentários.

A idéia, diz o deputado, é garantir a independência do Poder Legislativo, promovendo eqüidade com o Executivo. A proposta resgata prerrogativas dos deputados de atuarem sobre fontes de receita do Estado, hoje privativas do governador.

Diferente da Constituição Federal e de cartas de outros estados como São Paulo e Minas Gerais, a redação atual da Constituição goiana diz que “compete privativamente ao governador a iniciativa das leis que disponham sobre a organização administrativa, as matérias tributária e orçamentária”.

Para o peemedebista, “este texto reduz a atuação do Legislativo a mero apreciador de matérias enviadas pelo Executivo. Se pretendermos legislar sobre assuntos que representem gastos, ficamos presos às emendas ao orçamento, uma vez ao ano. Isso limita a Assembléia a mero poder homologatório dos atos públicos”. 

Até 2001, o mesmo trecho da Constituição Estadual previa, além da organização administrativa e das matérias tributárias e orçamentárias, a competência de atuar sobre serviços públicos. Naquele ano, por iniciativa do deputado Iram Saraiva Júnior (PMDB), a Assembléia passou a legislar sobre sobre serviços públicos.

A idéia de Wagner Guimarães, agora, é deixar apenas a organização administrativa a cargo do governador. “Qualquer deputado pode discordar deste posicionamento. Mas se insistir em negar suas próprias prerrogativas, será por interesse político individual”, diz Guimarães.
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