PT
Os ânimos dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) andam exaltados nessa semana. De um lado, filiados que defendem aliança com o PMDB para a eleição de prefeito em Goiânia em 2008. Do outro, uma ala que quer, de qualquer forma, lançar candidato próprio para concorrer ao cargo. A decisão final sai nesse domingo, 23, no encontro do diretório do partido.
Três deputados representam a sigla na Assembléia Legislativa, e estão divididos. De um lado Luis Cesar Bueno, que deseja a união ao partido do atual prefeito, Iris Rezende. Do outro, os possíveis pré-candidatos próprios do PT, Mauro Rubem e Humberto Aidar.
Luis Cesar Bueno acredita que no próximo domingo, 23, será momento apenas de reivindicar a posição de vice na chapa de Iris, montar uma comissão para acompanhar o processo e debater questões referentes à união. “O PT não tem interesse em 50% mais 1 delegado. Queremos o do partido unido e discutindo pontos importantes para as eleições de 2008”, destaca.
Já Humberto Aidar e Mauro Rubem querem chegar no domingo com mais delegados a favor da candidatura própria. “Acredito que podemos, com diálogo, reverter esse quadro dentro do PT”, diz o líder da bancada, Mauro Rubem. Humberto Aidar também acredita na reversão desse quadro até a próxima reunião do partido. Caso seja confirmada a aliança entre PT e PMDB na Capital, Humberto Aidar afirma que o diagnóstico será de um partido rachado ao meio. “Espero poder confirmar que dentro do PT exista mais petistas que iristas”, alfineta.
Outros deputados se posicionaram sobre o assunto. Mara Naves (PMDB) disse ser totalmente favorável à união do seu partido com o PT, e que isso é fundamental. Outro peemedebista, Thiago Peixoto também defende a união. Diz que a aliança pode ser a oportunidade do PMDB “corrigir equívocos” do passado. “Em outras épocas, não tivemos maturidade para fecharmos alianças. Agora é diferente”, enfatiza. Já Daniel Goulart (PSDB) disse que lamenta a possibilidade de o PT não participar das eleições municipais de Goiânia com candidatura própria.