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Assembleia Legislativa analisa vetos sobre iniciativas para a educação e de interesse de Pontalina

25 de Março de 2025 às 14:20

A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) analisará dois vetos integrais encaminhados pelo Poder Executivo, referentes à transformação de unidade de ensino para colégio militar e à matéria de interesse do município de Pontalina. As vedações foram aprovadas preliminarmente e encaminhadas à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), para designação de integrante do colegiado para a relatoria e posterior votação de parecer.

O processo nº 6096/25 veda integralmente a matéria apresentada pelo deputado Charles Bento (MDB), que adequaria o Colégio Estadual Professor Joaquim Carvalho Ferreira para unidade de ensino da polícia militar.

Para justificar a obstrução, o Poder Executivo consultou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que se manifestou contrária à proposta. A pasta apontou que não existe atualmente previsão orçamentária para a implantação da medida. Além disso, o colégio estadual é o único da região e, portanto, a medida fere o direito de escolha dos alunos que não queiram estudar em unidade de ensino militar.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO) também se manifestou contra a medida e apontou que a efetivação da proposta geraria a criação ou o aumento de despesa, sem ter havido a estimativa do impacto orçamentário-financeiro. “A criação de colégios da polícia militar demanda a expansão rápida e contínua da estrutura organizacional da PM”, ressaltou a SSP-GO.

Já o processo n º 6098/25 veta medida originalmente apresentada pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB). A proposta parlamentar iria transferir para o município de Pontalina o controle e a gestão das áreas abrangidas pela faixa de domínio situada nas rodovias estaduais GO-040 e GO-215, em trechos do perímetro urbano do município.

Na justificativa da decisão, o governador Ronaldo Caiado (UB) acolheu o parecer da Agência Goiana de Transporte e Infraestrutura (Goinfra), que se posicionou contrária a iniciativa: “A transferência de controle e gestão viária deve ser precedida da verificação da existência de recursos que assegurem a fluidez do trânsito, como anéis viários ou dispositivos de contorno. Além disso, é indispensável a apresentação de documentação que comprove a capacidade financeira e operacional do município para manter padrões mínimos de segurança e de trafegabilidade”. Assim, a Goinfra concluiu que a proposta não atende os requisitos necessários.

Agência Assembleia de Notícias
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