Sifaeg diz que etanol não afeta produção de alimentos em Goiás
O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás (Sifaeg), André Luiz Rocha, disse que é preciso desmistificar as informações de que a produção do etanol prejudica a de alimentos. Rocha, que participou nesta quinta-feira de uma audiência pública sobre a produção do etanol em Goiás, sustenta que a escassez de alimentos no mundo é decorrente de fatores climáticos e da alta do petróleo.
André Rocha informou que a área de plantação de cana-de-açúcar ocupa hoje apenas 1,5% do total de área plantada em Goiás e que há espaço para seu crescimento em áreas de pastagem.
Em Goiás existem 19 unidades de processamento de cana-de-açúcar e outras 11 deverão entrar em funcionamento até o final do ano. A produção é de 20,8 milhões de toneladas, que deve atingir este ano 30 milhões de toneladas processadas.
Por outro lado, o presidente do Sifaeg assegurou que está em curso um processo gradual de mecanização da cultura da cana, mas que ainda há espaço para a mão-de-obra. Para evitar o desemprego no campo – já que uma máquina colheitadeira substitui de 50 a 70 trabalhadores – ele defende a requalificação desses profissionais.
Para reforçar os argumentos de André Rocha, vale lembrar que o próprio representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, José Tubino, disse recentemente que o programa de biocombustíveis do Brasil não oferece riscos à segurança alimentar.
Turbino elogiou os programas do Governo brasileiro de estímulo à agricultura familiar, as iniciativas que visam o uso de áreas degradadas para o cultivo de cana-de-açúcar e o zoneamento agroecológico para as novas áreas de cultivo. Para ele, essas medidas são importantes para garantir a produção de biocombustíveis sem comprometer os alimentos e sem aumentar desmatamentos.
A audiência pública, realizada na Sala Solon Amaral, foi proposta e coordenada pelo deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB).