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Ausências levam CPI a programar nova audiência em Goiânia

13 de Junho de 2008 às 15:39
Nova audiência pública sobre o rompimento da Usina de Espora vai ser realizada em Goiânia. O motivo é a ausência do diretor da usina, dos engenheiros da obra e de técnicos da Agetop na audiência realizada em Itajá (foto), quando deveriam prestar informações à CPI e não compareceram.

A audiência pública que discutiu o rompimento da barragem da Usina Espora foi comprometida pela ausência de representantes da hidrelétrica. Realizada em Itajá na última quarta-feira, dia 11, a audiência ouviu juristas, proprietários rurais, moradores e um técnico da Defesa Civil que avaliou os danos causados ao meio ambiente e à infra-estrutura da região.

O diretor da hidrelétrica, os engenheiros responsáveis pela obra e técnicos da Agetop prestariam esclarecimentos decisivos para a Comissão Parlamentar de Inquérito da Usina Espora, que promoveu a audiência, mas não compareceram.

Na abertura dos trabalhos o presidente da CPI, deputado Paulo Cezar Martins (PMDB), recebeu um ofício dos advogados da Usina justificando a ausência do diretor. A alegação é de que teria deixado de comparecer porque o convite para participar da audiência havia chegado em cima da hora.

O deputado Paulo Cezar Martins afirmou que já havia conversado com o diretor sobre o evento com semanas de antecedência. "É lamentável a ausência de debatedores-chave, mas esta CPI não vai terminar em pizza", comentou o parlamentar. De acordo com o presidente da CPI, as partes ausentes serão notificadas para depor em audiência a ser realizada nos próximos dias, em Goiânia.

O tenente-coronel Múcio Ferreira dos Santos, coordenador da unidade da Defesa Civil em Jataí, apresentou um relatório dos danos causados pelo rompimento da barragem, no dia 30 de janeiro de 2008. Ele afirmou que à época o Estado decretou situação de emergência na área.

Segundo o relatório da Defesa Civil, o acidente mudou as características do solo e o curso do Rio Correntes na divisa dos municípios de Itajá e Itarumã, no sudoeste goiano. Além de danos ambientais, a força das águas derrubou seis pontes, entre elas a que dá acesso ao município de Itajá pela rodovia GO-178.

Enquanto as investigações não chegam aos responsáveis pelo acidente, nem o Estado nem a Usina querem arcar com os custos da reconstrução da ponte. O acesso de veículos ao município, atravessando o rio, está sendo feito através de balsa.

Entre os integrantes da CPI-Espora, estavam presentes à audiência os parlamentares Júlio da Retífica (PSDB) e Dr Valdir Bastos (PR), além da procuradora da Casa, Drª Reigiane Dias Meira Rodrigues.

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