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Projeto prevê apoio financeiro para combater evasão escolar de mães e gestantes

24 de Agosto de 2026 às 11:28

Com o objetivo de combater a evasão escolar e promover a autonomia socioeconômica de estudantes gestantes, tramita na Casa o projeto de lei nº 11910/26, que institui o Programa Ela Aprende, Ela Cuida. De acordo com o texto, poderão ser beneficiárias as estudantes gestantes ou aquelas que possuam filhos de até 18 anos incompletos sob sua guarda e responsabilidade. Para participar do programa, a candidata deverá atender, cumulativamente, aos seguintes requisitos: possuir renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo nacional; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); e estar regularmente matriculada em instituição pública de ensino ou em instituição privada com bolsa integral.

O benefício abrangerá estudantes do ensino médio regular, da educação de jovens e adultos, do ensino técnico, profissional ou tecnológico, do ensino superior e de cursos de qualificação profissional ou preparatórios para o ensino superior, desde que devidamente autorizados.

A manutenção do auxílio financeiro ficará condicionada ao cumprimento de exigências nas áreas de saúde, cuidado com os filhos e desempenho escolar. Entre elas, destacam-se: atualização do calendário de vacinação dos filhos; comprovação da frequência escolar das crianças em idade escolar; e realização do acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes.

Frequência 

Também será exigida frequência mínima de 75% da carga horária letiva, aproveitamento acadêmico suficiente para progressão de série ou período e participação em avaliações oficiais, quando aplicável. Entre essas avaliações estão o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Goiás, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

São diretrizes do programa: ampliar o acesso à educação e a permanência de mulheres em ciclo reprodutivo no ambiente acadêmico; enfrentar as desigualdades que impactam a maternidade durante a trajetória educacional; e promover o desenvolvimento humano.

O incentivo financeiro será pago mensalmente, por meio de conta bancária pessoal e intransferível. O valor será definido pelo Poder Executivo, conforme disponibilidade orçamentária, e não poderá ser inferior a 25% do salário mínimo nacional.

A proposta prevê, ainda, a concessão de bônus anual às beneficiárias que comprovarem inscrição e participação no Enem ou que efetivarem matrícula em curso superior na Universidade Estadual de Goiás (UEG) ou em outras instituições públicas de ensino superior.

Segundo o autor, deputado Dr. George (MDB), o projeto visa a criar mecanismo de incentivo e de proteção social para que estudantes mães e gestantes permaneçam em seus cursos. Dessa forma, busca-se reduzir o abandono escolar e ampliar as oportunidades de qualificação e de inserção no mercado de trabalho.

Na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) a matéria foi relatada pela deputada Rosângela Rezende (Agir), que optou por encaminhá-la à diligência das secretaria da Educação e de Economia. A relatora entendeu que é necessário colher informações sobre a provável existência de programas semelhantes em execução; se há estrutura administrativa para operacionalização da política; e os impactos que a proposta produzirá sobre a rede estadual de ensino. 

Rosângela Rezende considerou importante solicitar informações a cerca da estimativa do impacto financeiro da medida e também sobre a  compatibilidade da proposta com o planejamento orçamentário estadual.

Agência Assembleia de Notícias
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