Sugestão de campanha para ajudar na identificação de sinais de doença ocular em estudantes prospera no rito legislativo
O ceratocone é uma doença oftalmológica que deforma a estrutura dos olhos e compromete a visão de maneira severa. Segundo o Ministério da Saúde, a condição se manifesta principalmente entre os 10 e os 25 anos de idade. Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o cuidado com esse público resultou no projeto de lei nº 13622/26, que sugere instituir a Campanha Estadual Olhar que Transforma. O parecer favorável à iniciativa, emitido pela relatora Rosângela Rezende (Agir), foi acatado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). A Comissão de Saúde deve receber a matéra do Plenário da Casa de Leis, assim que esse parecer for confrmado.
Assinada pelo deputado Lincoln Tejota (UB), a iniciativa busca preparar professores, orientadores, supervisores e demais integrantes das equipes pedagógicas e gestoras das redes pública e privada de ensino para identificar precocemente sinais de ceratocone.
A doença faz com que a córnea adquira formato de cone, o que resulta em uma visão embaçada e distorcida, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos convencionais. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia aponta a doença como uma das principais causas de indicação de transplante de córnea no país.
A matéria legislativa sugere medidas de conscientização, treinamentos, materiais educativos e parcerias com instituições de saúde para orientar educadores sobre os indícios de ceratocone e facilitar o encaminhamento dos estudantes para diagnóstico e tratamento.
Na justificativa, o parlamentar afirma que o objetivo é reduzir os índices de identificação médica tardia, prevenir a progressão da doença e promover um ambiente escolar mais inclusivo.
Tejota pontua que a campanha cria diretrizes metodológicas pautadas no formato vivencial, sensorial e empático. A intenção é, segundo ele, desconstruir julgamentos precipitados por parte do corpo docente.