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Greve dos administrativos da educação goianiense é pauta parlamentar

18 de Agosto de 2026 às 15:19

A greve dos técnicos administrativos da Educação em Goiânia foi abordada durante o Pequeno Expediente desta terça-feira, 18. A paralisação teve início na segunda-feira, 17, e, conforme decisão judicial mencionada durante a sessão, deve manter ao menos 70% do efetivo administrativo em atividade nas unidades educacionais.

Ao tratar do assunto na tribuna, a deputada Bia de Lima (PT) ressaltou a importância de informar à comunidade escolar os motivos da greve e atribuiu a retomada do movimento à ausência de acordo nas negociações com a Prefeitura de Goiânia. De acordo com ela, a proposta relativa aos reajustes reivindicados prevê parcelamento até 2030, medida que não teria sido aceita pela categoria. Ainda segundo a deputada, os acertos previstos para agosto integravam as condições para a suspensão da paralisação.

“A proposta é muito débil. Ela não traz a recomposição da carreira, dos investimentos, da valorização das merendeiras, do pessoal da limpeza, do pessoal da secretaria”, argumentou ao citar o cenário de sobrecarga desses profissionais.

Por fim, Bia de Lima anunciou uma audiência no Tribunal de Justiça para discutir a greve em curso e afirmou esperar uma melhor compreensão do cenário por parte do prefeito Sandro Mabel (UB). “Investir na educação não pode ser visto somente como compra de equipamentos e materiais, [..] mas não investe nas pessoas. A educação, fundamentalmente, é feita por pessoas, para pessoas. Nesse sentido, valorizar os técnicos administrativos é fundamental”, encerrou.

Agência Assembleia de Notícias
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