Diretor da Goiasprev destaca segurança e critérios técnicos previstos em projeto de lei
A importância da governança, da transparência e da adoção de critérios técnicos para garantir a segurança dos recursos previdenciários foi destacada pelo diretor de Gestão de Ativos e Passivos da Goiás Previdência (Goiasprev), Leonardo Lúcio Barbosa Ferreira, durante audiência pública que está sendo realizada na tarde desta quarta-feira, 14, pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento. O encontro debate o projeto de lei nº 15934/26, que propõe a reestruturação dos fundos previdenciários estaduais.
Durante sua manifestação, Leonardo Ferreira procurou esclarecer dúvidas dos representantes dos servidores públicos sobre os riscos envolvidos na transferência de beneficiários do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário. O diretor enfatizou que os recursos administrados pela autarquia pertencem aos trabalhadores e que sua preservação constitui prioridade nas decisões de gestão.
"O dinheiro da previdência é o dinheiro do trabalhador. São recursos do servidor público efetivo", afirmou Ferreira, ao ressaltar que as decisões relacionadas aos investimentos são fundamentadas em estudos técnicos, avaliações de cenários financeiros e monitoramento permanente de riscos.
O dirigente também destacou que a Goiasprev implementou mecanismos de governança para evitar interferências políticas na administração dos investimentos. Segundo ele, a preocupação não deve se restringir à proposta atualmente em discussão, mas abranger o acompanhamento contínuo da gestão previdenciária. Leonardo Ferreira alertou para os prejuízos que aplicações financeiras inadequadas podem provocar ao patrimônio dos servidores, lembrando experiências negativas registradas em fundos de pensão e institutos previdenciários brasileiros.
Ao detalhar as salvaguardas previstas na proposta, o diretor informou que, mesmo após a transferência de beneficiários entre os fundos, será preservada uma reserva de R$ 850 milhões, além de um superávit de R$ 60 milhões. Segundo ele, essas medidas representam critérios adicionais de prudência destinados a proteger a sustentabilidade financeira do sistema. "Com toda essa passagem de servidores para o Fundo Previdenciário, nós vamos deixar uma reserva de R$ 850 milhões. Poderia não fazer, mas é uma questão de prudência", explicou Ferreira.
Por fim, Leonardo Ferreira reafirmou o compromisso da autarquia com a preservação dos benefícios previdenciários e colocou a equipe técnica à disposição dos servidores e de suas entidades representativas para esclarecer dúvidas sobre a gestão dos recursos. "A nossa preocupação é tomar medidas técnicas, fazer avaliação de riscos", concluiu, destacando que a segurança dos pagamentos futuros deve orientar as decisões relacionadas à previdência estadual.