Virmondes Cruvinel sugere programa para prevenção de doenças cardiovasculares em mulheres
Com o objetivo de ampliar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças cardiovasculares na população feminina, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 4683/26, que institui o Programa Goiano de Saúde Cardiovascular da Mulher (Procard Mulher Goiás). A proposta aguarda votação em Plenário do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para posterior encaminhamento à Comissão de Saúde.
A iniciativa busca reduzir os casos de doenças cardiovasculares não diagnosticadas e a mortalidade feminina associada a essas enfermidades. Entre as medidas previstas estão a ampliação do rastreamento precoce, a realização de campanhas educativas sobre sintomas que podem se manifestar de maneira diferente nas mulheres e a capacitação de profissionais da rede pública de saúde para o reconhecimento e tratamento dessas condições.
O programa também prevê atenção especial a mulheres acima dos 40 anos, gestantes, puérperas e pacientes com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial e alterações nos níveis de colesterol. A proposta contempla, ainda, ações direcionadas às mulheres nos períodos de transição para a menopausa e pós-menopausa.
Outras diretrizes incluem o incentivo à alimentação saudável, à prática de atividades físicas e ao controle de fatores de risco, além da integração dos serviços de atenção primária e especializada. O texto também estimula parcerias com universidades e instituições de pesquisa para a produção de estudos sobre a saúde cardiovascular feminina em Goiás.
Na justificativa, Virmondes Cruvinel destaca que as doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte entre as brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo parlamentar, mais de 182 mil mulheres morreram por essas enfermidades em 2023, correspondendo a aproximadamente 47% dos óbitos por causas cardiovasculares registrados no país.
O deputado também chama a atenção para a dificuldade de identificação dos sintomas de infarto em mulheres, que podem incluir fadiga, náuseas, falta de ar e dores nas costas ou na mandíbula, manifestações nem sempre associadas imediatamente a problemas cardíacos.
Caso seja aprovado e convertido em lei, o programa será implementado pelo Poder Executivo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em cooperação com municípios, instituições de ensino e entidades da sociedade civil, observadas as disponibilidades orçamentárias e financeiras.