Thiago Albernaz critica política econômica do Governo Federal e alerta para inadimplência
O deputado Thiago Albernaz (MDB) criticou a condução da política econômica pelo Governo Federal, durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Em sua fala, o parlamentar demonstrou preocupação com a situação econômica do país, apontando o aumento da inadimplência, da inflação e da dívida como consequências da gestão federal.
Albernaz destacou os números de inadimplência entre pessoas físicas e jurídicas no Brasil. Segundo o deputado, o país registra 84 milhões de CPF's inadimplentes e cerca de 9,3 milhões de empresas em situação irregular, em recuperação judicial ou com dificuldades para cumprir suas obrigações. "Isso totaliza quase R$ 900 bilhões de inadimplência em um país que se vê sufocado por tamanha carga tributária", afirmou o deputado.
O parlamentar relacionou o cenário à falta de responsabilidade fiscal do Governo Federal e aos gastos públicos. "A inadimplência sobe na mesma velocidade que a inflação também vem subindo. E se a inflação sobe é porque o Governo gasta mal, não consegue segurar a taxa de juros e faz com que o dinheiro do pai e da mãe de família se torne cada vez mais escasso", declarou Thiago Albernaz.
Durante o pronunciamento, o deputado também questionou possíveis mudanças na taxa básica de juros (Selic), mencionando a possibilidade de uma redução de 13,5% para 7,5%. Albernaz alertou para os riscos de uma intervenção sem critérios técnicos.
O parlamentar ainda criticou o que classificou como uma política de aumento da arrecadação e dos gastos públicos, sem o devido controle fiscal. Para ele, a combinação desses fatores pode agravar o endividamento das famílias e das empresas. "Um governo que busca arrecadar cada vez mais, gastar cada vez mais e deixar de lado a sua responsabilidade fiscal", disse Albernaz.
Ao concluir, Thiago Albernaz voltou a criticar a gestão federal e afirmou que o país poderá enfrentar mais quatro anos de dificuldades econômicas. "A ressaca da eleição não acabou e eu acho que o povo brasileiro conviverá com as suas escolhas e, infelizmente, elas não são as melhores", finalizou.