Possibilidade de privatizações levanta debate
Durante a reunião da Comissão Mista desta quarta-feira, 12, diversos parlamentares sugeriram a convocação de representantes da Celg Telecom, Indústrias Químicas do Estado de Goiás (Iquego) e Ceasa para a Audiência Pública que será realizada nesta quinta-feira, 13, no auditório Solon Amaral a partir das 15 horas.
As empresas foram contempladas com mudanças do Projeto de Reforma Administrativa da Governadoria, especialmente referentes a propostas de privatização.
O deputado Mauro Rubem (PT), que propôs a realização da audiência pública para aprofundar a discussão da matéria, atacou proposta referente a privatização da Ceasa (Centrais de Abastecimento de Goiás), e lembrou que a instituição já pertenceu ao Governo Federal.
"Acredito que o relator da matéria, deputado Padre Ferreira, se esqueceu da federalização da Ceasa. A Ceasa de Minas Gerais, por exemplo, se encontra hoje federalizada, gerando emprego e renda para milhares de famílias", disse.
Já Misael Oliveira (PDT) atacou a proposta de privatização da Iquego, adicionada pelo relator da matéria, deputado Padre Ferreira (PSDB) em emenda ao projeto de Lei nº 0154/2011, que permite a privatização daquela indústria. A permissão para a Governadoria fazer a privatização da Iquego não constava do texto original da matéria.
"A Iquego é uma empresa estruturada, que presta relevantes serviços à sociedade. É uma instituição lucrativa, que desempenha um papel social fundamental. O viés privatizante do partido do governo volta neste momento com toda a força", criticou Misael.
Daniel Goulart (PSDB) contestou a colocação de Misael e defendeu a proposta. "A Iquego não produz um único comprimido há quase dois anos. Só para regularizar a situação da folha de pagamento da Iquego, teremos de gastar R$ 15 milhões. A situação da Iquego hoje é, talvez, pior que a da Celg. Esta foi a herança que meu governo recebeu da administração anterior", rebateu.