Em discurso, Luis Cesar destaca papel da oposição
Em discurso em nome da oposição, o deputado Luís César Bueno (PT) fez questão de destacar o papel que a bancada assumirá na legislatura que se inicia. Questionou a reforma administrativa do governo Marconi Perillo (PSDB) e elogiou obras federais em Goiás.
Segundo o parlamentar, o governo Marconi coloca à frente de outros interesses a privatização do patrimônio público, o que não deu certo em "lugar nenhum" e que até o PSDB nacional já considera um "erro".
"Privatizar Iquego, Ceasa, Celg ou Saneago é um crime de lesa-pátria contra o Estado", afirmou Luís César, já discorrendo sobre pontos polêmicos da Reforma Administrativa, aprovada em janeiro pela Assembleia. Embora tenham sido acatadas várias emendas parlamentares, a espinha dorsal da matéria não foi alterada, segundo o petista. “E é justamente esta espinha que fere a autonomia desta Casa Legislativa”, afirmou.
De acordo com o deputado, a Assembleia está dando um cheque em branco ao Governo do Estado, já que o Governador não terá que consultar a Casa em casos de alterações no Orçamento e de criações e extinções de cargos públicos, bem como nas decisões relativas a várias estatais e autarquias.
O petista também criticou a existência de grupos de extermínio na Polícia de Goiás. "A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos revela a existência desses grupos, que agem com execução sumária", afirmou.
Luís César também criticou o que chama de "estagnação na educação", já que, segundo ele, o número de estabelecimentos de ensino cai em Goiás, em vez de subir. "Cadê a promessa de implantar Escolas de Tempo Integral com ensino profissionalizante?", indagou.
No plano federal, o petista enfatizou que nos últimos oito anos o governo brasileiro fortaleceu o papel do Estado, abdicou-se totalmente de novas privatizações e realizou concursos públicos, profissionalizando a gestão administrativa. "Nosso salário mínimo que representava míseros 70 dólares hoje alcança 250 dólares", pontuou.
Por fim, Luís César elogiou a gestão do presidente Helder Valin (PSDB), que se encerra hoje e citou versos da canção "Caçador de Mim", de Milton Nascimento.